O FMI revisou suas projeções de crescimento do PIB do Brasil, reduzindo a expectativa para 2026, mas elevando ligeiramente as previsões para 2025 e 2027, refletindo um crescimento de 1,6% para este ano, 0,3 ponto percentual abaixo da estimativa anterior.
A revisão se deve à política monetária restritiva, com a taxa Selic em 15% ao ano, a mais alta em duas décadas, impactando negativamente o crescimento econômico imediato.
As novas previsões indicam um crescimento de 2,5% em 2024 e 2,3% em 2027, enquanto o FMI também projeta um crescimento global de 3,3% para este ano, superando as expectativas anteriores devido a uma recuperação econômica mais forte do que o esperado.
O FMI (Fundo Monetário Internacional) reduziu a projeção de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil em 2026, mas melhorou ligeiramente as expectativas sobre o desempenho da economia em 2025 e 2027, de acordo com relatório apresentado hoje.
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O que aconteceu
FMI prevê crescimento de 1,6% do PIB nacional neste ano. A atualização é 0,3 ponto percentual inferior à projeção divulgada no mês de outubro (1,9%).
Atual patamar dos juros motiva a projeção menor para este ano. Os analistas do FMI atribuem o corte na perspectiva de crescimento à política monetária restritiva para conter a alta da inflação no ano passado. A taxa Selic figura em 15% ao ano desde agosto de 2025, o maior patamar em 20 anos.
Previsões para 2025 e 2027 aumentaram 0,1 ponto percentual. Com isso, as novas perspectivas apontam que o PIB brasileiro cresceu 2,5% no ano passado e avançará 2,3% em 2027.
Mundo
Revisões estimam crescimento global de 3,3% neste ano. A perspectiva apresentada pelo FMI é 0,2 ponto percentual maior em relação à sua última estimativa. Se confirmado, o resultado se igualará ao crescimento previsto para 2025, que também supera a estimativa de outubro em 0,1 ponto percentual, disse o FMI.
Fundo aposta em avanço de 3,2% da economia mundial em 2027. Sem alteração em relação à previsão anterior, as projeções interrompem a sequência otimista observada desde julho passado, em resposta aos acordos comerciais que reduziram as tarifas do presidente dos EUA, Donald Trump, que atingiram o pico em abril de 2025.
"Crescimento global continua resiliente", disse o economista-chefe do FMI. Em conversa com repórteres, Pierre-Olivier Gourinchas avalia que as previsões de crescimento do Fundo para 2025 e 2026 agora superam as previsões feitas em outubro de 2024, antes de Trump ser eleito para um segundo mandato.
"De certa forma, a economia global está se livrando dos distúrbios comerciais e tarifários de 2025 e está se saindo melhor do que esperávamos antes de tudo começar", disse Pierre-Olivier Gourinchas.