Fumaça em prédio da FAB provocou interrupção de tráfego aéreo em SP

Publicado em 09/04/2026, às 14h29
O prédio do Decea fica instalado numa área próxima de Congonhas, mas segundo o presidente da Anac, Tiago Faierstein, fora do aeroporto - Ministério da Infraestrutura
O prédio do Decea fica instalado numa área próxima de Congonhas, mas segundo o presidente da Anac, Tiago Faierstein, fora do aeroporto - Ministério da Infraestrutura

Por André Borges / Folhapress

A paralisação de mais de 30 minutos nos aeroportos de Guarulhos, Congonhas e Viracopos foi provocada por uma suspeita de incêndio no prédio do Decea, sem danos a equipamentos ou ferimentos a funcionários.

Cerca de 8.000 passageiros foram impactados pela interrupção, que ocorreu entre 9h30 e 10h06, resultando em atrasos que se estendem por horas, apesar da breve paralisação.

O Decea informou que as operações aéreas já foram restabelecidas e a Anac está monitorando as companhias aéreas para garantir a realocação dos passageiros e a normalização da situação ainda nesta quinta-feira.

Resumo gerado por IA

A paralisação por mais de 30 minutos dos aeroportos de Guarulhos, Congonhas e Viracopos ocorrida na manhã desta quinta-feira (9) não foi causada por nenhuma pane em sistema de controle aéreo, mas sim por uma suspeita de incêndio ocorrida no prédio do Decea (Departamento de Controle do Espaço Aéreo), da FAB (Força Aérea Brasileira).

A informação foi confirmada à Folha pelo presidente da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), Tiago Faierstein.

"Não houve nenhuma pane, isso não é verdade. O que ocorreu é que apareceu uma fumaça em uma área do prédio do Decea e, por precaução e orientação até que o Corpo de Bombeiros chegasse, os funcionários foram orientados a deixar o prédio", afirmou.

Segundo Faierstein, nenhum funcionário se feriu, nem há registro de que o fogo tenha danificado equipamentos. "Foi apenas uma ação de precaução e de segurança, que acabou levando a essa paralisação momentânea", disse.

O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, declarou que teria havido um princípio de vazamento de gás na torre militar.

As estimativas iniciais da Anac são de que cerca de 8.000 passageiros tenham sido afetados pela interrupção ocorrida oficialmente das 9h30 às 10h06 (horário de Brasília). Apesar do tempo curto de paralisação, os atrasos se estendem por horas, e os próprios aeroportos apontam um período de quase uma hora de paralisação.

O prédio do Decea fica instalado numa área próxima de Congonhas, mas segundo o presidente da Anac, Tiago Faierstein, fora do aeroporto. Essa base funciona como uma estrutura à parte das torres de controle instaladas em Congonhas e em Guarulhos.

Por meio de nota, o Decea declarou apenas que "houve uma interrupção temporária das operações aéreas devido a um problema técnico operacional, na região de São Paulo".

"Destaca-se, ainda, que as aeronaves foram devidamente sequenciadas, cumprindo rigorosamente todos os requisitos internacionais de segurança de voo e mantendo o fluxo operacional previsto para o aeródromo. A FAB informa, por fim, que as atividades já foram restabelecidas e o problema técnico será apurado pelo Decea", afirmou o órgão.

Faierstein disse que a agência reguladora tem fiscalizado a atuação das companhias aéreas para atender os passageiros e garantir que todos sejam realocados e que a situação se normalize totalmente ainda nesta quinta-feira, para não afetar voos previstos para sexta-feira (10).

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