Gilmar Mendes anula quebra de sigilo de empresa ligada a Toffoli

Publicado em 27/02/2026, às 16h00
Antônio Augusto/STF
Antônio Augusto/STF

Por Agência Brasil

O ministro Gilmar Mendes anulou a decisão da CPI do Crime Organizado que quebrou os sigilos da Maridth Participações, ligada à família do ministro Dias Toffoli, alegando desvio de finalidade na investigação.

A CPI havia aprovado a quebra de sigilos sob a justificativa de que a empresa estava relacionada a transações financeiras com o Banco Master, mas Mendes destacou que a investigação não tinha conexão com o objeto da comissão.

Além da anulação, a CPI também convocou os irmãos de Toffoli, mas o ministro André Mendonça decidiu que eles não são obrigados a comparecer, enquanto a comissão continua a trabalhar em um diagnóstico sobre o crime organizado no Brasil.

Resumo gerado por IA

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta sexta-feira (27) anular a deliberação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado que quebrou os sigilos bancário, fiscal e telemático da empresa Maridth Participações, ligada à família do ministro Dias Toffoli.

O ministro afirmou que o objeto de investigação da CPI não tem relação com o Banco Master. Dessa forma,  a quebra de sigilo deve ser anulada por desvio de finalidade.

De acordo com investigações da Polícia Federal, fundos de investimentos ligados ao banco realizaram transações financeiras com a Maridth, que foi proprietária resort Tayayá, localizado no Paraná. 

“Qualquer espécie de produção probatória (quebra de sigilos, depoimentos, elaboração de relatórios) em circunstâncias desconexas ou alheias ao ato de instauração configura flagrante desvio de finalidade e abuso de poder, na medida em que a imposição de medidas restritivas só se justifica juridicamente quando guardam estrito nexo de pertinência com o objeto que legitimou a criação da comissão”, disse Mendes.

Na última quarta-feira (25), a CPI aprovou a quebra dos sigilos da empresa, que teria participação em um resort de luxo no Paraná ligado ao Banco Master. 

A CPI também aprovou requerimentos de convites para o ministro Dias Toffoli e de convocação para seus irmãos, José Carlos Dias Toffoli e José Eugênio Dias Toffoli, ambos sócios do empreendimento. Ontem (26), o ministro André Mendonça, STF, decidiu que os irmãos do ministro Dias Toffoli não são obrigados a comparecer à CPI.

A CPI, instalada em novembro do ano passado, tem como finalidade  produzir um diagnóstico sobre o crime organizado no Brasil e propor medidas para combater facções e milícias.

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