Glitter faz mal para a pele? Saiba quais cuidados adotar ao usar brilho no Carnaval

Veja as melhores opções e como aplicar e remover o produto com segurança

Publicado em 02/02/2026, às 17h30
O glitter é a cara do Carnaval, mas nem todos os tipos são indicados para a pele (Imagem: Kleber Cordeiro | Shutterstock)
O glitter é a cara do Carnaval, mas nem todos os tipos são indicados para a pele (Imagem: Kleber Cordeiro | Shutterstock)

Por Redação EdiCase

Faltando poucos dias para o início do Carnaval, os foliões começam a buscar a fantasia perfeita para a festa. Nessa missão, além do conforto e de acessórios que expressem a personalidade, a maquiagem ganha destaque — especialmente o glitter, marca registrada da celebração e item quase indispensável.

O problema é que a escolha desse brilho nem sempre é a mais adequada. O glitter de papelaria, por exemplo, costuma ser utilizado de forma inadequada na pele e pode causar riscos. Sobre isso, Karine Cade, dermatologista da clínica Otávio Macedo & Associados, alerta: “o glitter vendido em papelarias é um triturado de microplásticos combinado com óxido de ferro para dar coloração. Além de não ser indicado para uso tópico na pele, é prejudicial para o meio ambiente”, diz.

Glitter seguro para a pele

A dermatologista indica o uso de cosméticos que contêm glitter em sua composição, já que são produtos que chegam ao mercado depois do processo de aprovação na Anvisa e suas fórmulas são adequadas para a pele.

Outra opção que não afeta a pele disponível no mercado é o glitter ecológico. A versão mais natural é produzida a partir de materiais como farinha de arroz, corantes vegetais e minerais, algas e gelatina incolor. “Entre o glitter comum, que é plástico, e o ecológico, o segundo é muito melhor para a pele e ainda é biodegradável”, diz Karine Cade.

Mulher lavando o rosto com sabonete em frente ao espelho
Lavar o rosto após remover o glitter ajuda a limpar e desobstruir os poros (Imagem: Alina Fomenko | Shutterstock)

Skincare em dia, mesmo na folia

Mesmo nessa época em que o cansaço da festa pode vencer a vontade de cuidar da pele, é importante retirar o glitter da pele usando algodão umedecido em água micelar. “Após a remoção do glitter, é preciso lavar o rosto com gel ou sabonete de limpeza para ajudar a limpar e desobstruir os poros, tanto do resquício da maquiagem quanto da poluição”, diz Karine Cade.

Em casos em que a pessoa cola purpurina ou brilhos maiores no corpo, é importante usar cola específica para a pele. Para remover esses brilhos, a profissional indica demaquilantes bifásicos. “O uso de óleo corporal também é uma opção interessante, porque diminui a aderência do glitter no corpo, facilitando a limpeza e evitando alergias e irritações”, afirma a especialista.

A dermatologista ainda alerta que pessoas com a pele acneica devem evitar usar esse tipo de brilho. “Quem tem problemas com acne já produz mais sebo, e o uso de maquiagem ou glitter também obstrui os poros, o que pode acarretar piora da condição”.

Pode glitter no olho?

Embora muitas pessoas apliquem os brilhos em regiões sensíveis, a dermatologista ressalta que há riscos. Áreas como os olhos, incluindo as pálpebras em que a pele é mais fina e delicada, devem ser evitadas.

“Também não é recomendado usar próximo ao nariz, já que existe um risco de aspiração do glitter. Isso pode causar irritação no aparelho digestivo e sintomas como enjoo, vômito e dor abdominal. É importante, também, não usar em áreas lesionadas da pele, já que isso pode agravar o quadro”, diz Karine Cade.

Além disso, é importante lembrar que produtos e acessórios não devem ser compartilhados. Eles podem estar contaminados com microorganismos capazes de causar infecção, além do risco de contágio com herpes labial ou conjuntivite. A qualquer sinal de incômodo com o produto, é importante remover na hora com água corrente e sem esfregar para não causar lesões.

Por Rita Lopes

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