Goleiro Bruno é considerado foragido pela Justiça do RJ

Publicado em 10/03/2026, às 18h05
Foto: Reprodução/G1
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Por G1

O ex-goleiro Bruno Fernandes, condenado pelo homicídio de Eliza Samudio, foi considerado foragido pela Justiça do Rio de Janeiro após descumprir as condições do livramento condicional, resultando na revogação do benefício e na expedição de um mandado de prisão.

Bruno viajou para o Acre sem autorização judicial, violando as regras que o impediam de deixar o estado do Rio de Janeiro, o que levou a Vara de Execuções Penais a determinar seu retorno ao regime semiaberto.

A defesa de Bruno contesta a decisão e orientou que ele não se apresentasse à Justiça neste momento, alegando que ele cumpriu regularmente as condições impostas e que a apresentação imediata poderia resultar em um regime mais severo.

Resumo gerado por IA

A Justiça do Rio de Janeiro considera foragido o ex-goleiro Bruno Fernandes, condenado pelo homicídio de Eliza Samudio.


O mandado foi expedido em 5 de março após a Vara de Execuções Penais do Rio de Janeiro entender que o ex-jogador do Flamengo descumpriu uma das condições do livramento condicional (entenda na reportagem abaixo).


"O goleiro Bruno passou a ser considerado foragido, já que não se apresentou à Justiça, depois da revogação do livramento condicional e expedido o mandado de prisão, para o seu retorno ao regime semiaberto", disse o Tribunal de Justiça, em nota.

De acordo com a decisão, no dia 15 de fevereiro — poucos dias depois de obter a condicional — Bruno teria viajado para o Acre sem autorização judicial. Pelas regras impostas pela Justiça, ele estava proibido de deixar o estado do Rio de Janeiro.

Diante disso, a Vara de Execuções Penais revogou o benefício e determinou o retorno do ex-atleta ao regime semiaberto.

Defesa contesta decisão

A defesa afirmou ao g1 que orientou Bruno a não se apresentar neste momento e diz que vai recorrer da decisão judicial. Segundo a advogada Mariana Migliorini, a orientação é aguardar a análise do recurso antes de qualquer apresentação à Justiça.


“Se ele se apresentar agora, pode acabar ficando em regime fechado como se fosse semiaberto, o que entendemos ser uma medida irregular”, afirmou.


A defesa afirma que Bruno vinha cumprindo regularmente as condições impostas desde a concessão do benefício.


Segundo a advogada, durante cerca de três anos ele compareceu ao patronato sempre que solicitado, assinou regularmente, manteve o endereço atualizado e seguiu as exigências estabelecidas pela Justiça.

Caso Eliza Samudio

Bruno foi condenado em 2013 a mais de 22 anos de prisão pelo homicídio da modelo Eliza Samudio.


O crime, ocorrido em 2010, teve grande repercussão internacional. A Justiça concluiu que Eliza foi assassinada após cobrar o reconhecimento de paternidade do filho que teve com o ex-jogador.


O goleiro estava em livramento condicional desde 2023.

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