A expansão do sistema de pedágio free flow no Brasil, que elimina cancelas e utiliza sensores para registrar passagens, tem gerado preocupações com fraudes, especialmente entre motoristas que não utilizam tags de pagamento, que podem ser autuados por evasão de pedágio.
Criminosos estão explorando a falta de familiaridade dos usuários com o novo sistema, criando sites falsos que induzem motoristas a fornecer dados pessoais ou realizar pagamentos indevidos, utilizando informações obtidas de forma irregular.
A ANTT intensificou a divulgação de alertas e orientações sobre como evitar fraudes, além de contar com a colaboração das concessionárias para informar os motoristas sobre os canais oficiais de pagamento e a importância de não compartilhar dados em plataformas não confiáveis.
A implementação do pedágio free flow, na qual não há cancela e sensores registram a passagem dos veículos, gradualmente está se expandido em rodovias ao redor do Brasil.
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Para os motoristas que utilizam tags de pagamento, a cobrança é automática - contudo, quem não utiliza o recurso, precisa pagar a tarifa dentro de até 30 dias, sob pena de ser autuado por evasão de pedágio - infração grave, com multa de R$ 195,23 e cinco pontos na respectiva CNH (Carteira Nacional de Habilitação).
São justamente esses motoristas que se tornaram alvo da ação de criminosos, naquele que tem sido chamado de golpe do free flow.Criminosos aproveitam o fator novidade e a falta de familiaridade de parte dos usuários para cobrar valores inexistentes e induzir a realização de pagamentos indevidos ou fornecimento dados pessoais - inclusive alegando a necessidade de pagamento para evirar a multa por evasão.
Sites falsos
Uma simples busca na internet pode apresentar resultados patrocinados de sites não oficiais que utilizam indevidamente o nome do sistema de pedágio eletrônico . Segundo a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), a criação de páginas falsas na internet, que simulam serviços de consulta de pedágio, é a abordagem mais comum.
Nesses sites, o motorista é induzido a informar dados do veículo e, em seguida, recebe a cobrança de um valor que não existe, geralmente com a geração de uma chave Pix que direciona o pagamento ao golpista. Em outra modalidade, boletos falsos são enviados para endereços físicos ou e-mails das vítimas, utilizando informações obtidas de forma irregular.
Existem dois fatores cruciais que potencializam o risco de cair no golpe. O primeiro é que, como ainda está em fase de expansão, há uma falta de familiaridade por parte dos usuários com o novo modelo. O segundo é a localização dos pórticos (equipados com câmeras e sensores que registram passagem do veículo) e, consequentemente, a dúvida da forma correta de pagamento que pode levar motoristas a buscar informações fora dos canais oficiais.
Como se prevenir?
A ANTT afirma que tem intensificado a divulgação de alertas e esclarecimentos em seu site institucional e nas redes sociais, além de contar com a atuação das concessionárias na sinalização dos trechos, na orientação aos motoristas e na disponibilização de canais oficiais de atendimento e pagamento. A agência até elaborou uma cartilha com alguns tópicos:
E o pagamento? Para motoristas que têm as chamadas tags de pedágio, como Sem Parar, Veloe, Conect Car, entre outras, a tarifa é debitada automaticamente e vai para a fatura mensal.
Condutores sem a tag devem pagar o pedágio exclusivamente pelos aplicativos e sites oficiais das concessionárias em até 30 dias. Caso contrário é configurada a infração grave de evasão com multa de R$ 195,23 e cinco pontos na CNH. Vale lembrar que as passagens podem levar até 48 horas para ficarem disponíveis no sistema para pagamento.
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