O governo federal, por meio do ministro dos Transportes, Renan Filho, anunciou que intensificará a fiscalização da tabela mínima de fretes, visando evitar abusos em um contexto de possível greve dos caminhoneiros devido ao aumento dos preços do óleo diesel.
A decisão surge em meio a uma volatilidade nos preços do petróleo, que alcançaram US$ 120, impactando diretamente os custos do setor de transportes e dificultando a situação dos caminhoneiros autônomos.
Apesar da necessidade de fiscalização, o ministro afirmou que não haverá aumento no orçamento da ANTT, e a pasta buscará otimizar recursos em colaboração com as secretarias de Fazenda estaduais para manter a fiscalização com um orçamento reduzido.
O ministro dos Transportes, Renan Filho, afirmou em entrevista exclusiva à CNN nesta quarta-feira (18) que o governo vai intensificar a fiscalização do cumprimento da tabela mínima de fretes.
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"Todos os fretes serão fiscalizados e os que não cumprirem a tabela do preço mínimo serão autuados. Inclusive, aqueles que reincidirem serão autuados preventivamente para serem retirados do mercado", declarou.
A medida vem em um momento em que há o risco de uma possível greve dos caminhoneiros em razão dos valores de óleo diesel. Nesse cenário, empresas aumentam os preços do frete como repasse aos custos dos combustíveis.
"Por que estamos fazendo isso agora? Pelo diálogo e pelo rescaldo da guerra dos Estados Unidos e do Irã que fez com que o petróleo chegasse a US$ 120. Isso cria uma volatilidade muito grande e aumenta custo. Certamente, cria mais dificuldades para o setor de transportes, especialmente os caminhoneiros autônomos", afirmou Renan Filho.
O ministro também disse que não irá pedir mais orçamento para a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) fiscalizar o cumprimento do preço do frete. "O desafio do Estado moderno é fazer mais com menos", ressaltou.
Para equilibrar a falta de orçamento, Renan Filho disse que a pasta compilou informações com as secretarias de Fazenda estaduais para otimizar o trabalho. "ANTT vai fazer com orçamento menor".
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