A Polícia Federal deflagrou a Operação 'Alienação Simulada' para desarticular um grupo criminoso em Maceió que realizava fraudes em financiamentos de veículos, utilizando dados de terceiros, com o objetivo de lesar o Sistema Financeiro Nacional.
As investigações revelaram que o esquema contava com a colaboração de um funcionário de uma instituição financeira, que facilitava a aprovação de créditos fraudulentos, enquanto outros membros falsificavam documentos e realizavam assinaturas eletrônicas sem o consentimento das vítimas.
Os envolvidos poderão enfrentar penas que somadas podem ultrapassar 15 anos de reclusão, e a operação resultou em três mandados de busca e apreensão, com a instituição financeira lesada reportando as irregularidades à polícia.
Um grupo criminoso especializado em fraudes na obtenção de financiamentos de veículos, utilizando dados de terceiros, foi alvo da Operação “Alienação Simulada”, da Polícia Federal, nesta quinta-feira (05). Foram cumpridos três mandados de busca e apreensão em Maceió.
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As investigações revelaram a existência de uma associação criminosa estruturada que atuava de forma mista para lesar o Sistema Financeiro Nacional ao aplicar com regularidade o crime popularmente conhecido como "Golpe do Finan".
Essa prática criminosa consiste na obtenção de veículos mediante financiamentos fraudulentos, muitas vezes sem entrada e em nome de terceiros, para revenda imediata no mercado clandestino por valores abaixo da tabela.
O grupo criminoso tinha o objetivo de capitalizar rapidamente repassando o bem para circular irregularmente (os chamados "veículos de estouro"), sem jamais quitar as parcelas, o que inviabiliza a recuperação do patrimônio pela instituição financeira e consolida o prejuízo.
Uma instituição financeira, responsável por conceder o financiamento dos veículos, lesada pelo esquema procurou a Polícia Federal e comunicou as irregularidades.
Como funcionava o esquema?
Segundo levantado, o grupo contava com a atuação direta de um funcionário da instituição financeira (correspondente bancário), que se valia de seu acesso privilegiado aos sistemas internos para aprovar créditos fraudulentos em nome de vítimas que desconheciam as transações.
Além disso, integrantes externos da associação criminosa falsificavam documentos, criavam e-mails em nome das vítimas e utilizavam telefones pessoais para realizar as assinaturas eletrônicas dos contratos.
Após a aprovação facilitada pelo agente interno, os executores iam até às revendedoras de veículos para retirar os bens financiados, que posteriormente eram repassados a receptadores.
Crimes envolvidos
Os investigados poderão responder, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de obtenção de financiamento mediante fraude (Crime contra o Sistema Financeiro Nacional), associação criminosa, estelionato e receptação. Se somadas, as penas máximas para esses delitos podem ultrapassar 15 anos de reclusão.
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