'História de superação', diz técnico sobre goleiro do CSA que perdeu o pai em ataque

Publicado em 07/01/2026, às 11h20
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Por TNH1

O goleiro Pedro Ariel foi elogiado por sua atuação no empate sem gols contra o Bahia na Copa São Paulo de Futebol Júnior, destacando-se também por sua história de superação após a morte trágica de seu pai, Pedro Lúcio dos Santos, em 2023.

Ariel, que jogava nas categorias de base do CRB na época da tragédia, recebeu apoio psicológico do clube após a morte do pai, que foi espancado por torcedores de uma organizada do CRB em um ato de retaliação.

Os responsáveis pela morte de 'Peu' foram condenados a 28 anos de prisão, enquanto outros sete acusados foram considerados impronunciáveis por falta de provas, refletindo a complexidade e a gravidade da violência entre torcidas organizadas no futebol.

Resumo gerado por IA

A atuação do goleiro Pedro Ariel no empate sem gols contra o Bahia também foi elogiada pelo técnico do sub-20 do CSA, Geovane Nascimento. O confronto aconteceu na terça-feira (6) pela Copa São Paulo de Futebol Júnior 2026.

Além do desempenho em campo, Ariel chamou atenção pela sua história de superação. Quando ainda defendia o CRB na base, o goleiro perdeu o pai, Pedro Lúcio dos Santos, conhecido como "Peu", que foi espancado e morto por torcedores de uma organizada do Galo em 2023.

O técnico Geovane destacou a trajetória de Ariel e sua dedicação:

"Tem uma projeção incrível e uma história muito importante, uma história de superação. Também tem feito o seu trabalho no dia a dia com uma projeção futura muito grande."

Após a partida, Ariel homenageou o pai no Instagram, segurando uma camisa com a frase "Peu Vive" e escrevendo: "Eu só queria o senhor aqui".

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A morte de 'Peu'

"Peu", torcedor do CSA, foi espancado após a partida contra o Confiança, no Estádio Rei Pelé, em Maceió, em maio de 2023. Internado, não resistiu aos ferimentos. Segundo o Ministério Público, os autores integravam uma torcida organizada do CRB e teriam agido em retaliação à morte de um integrante da torcida regatiana.

Na época do ocorrido, Pedro Ariel estava nas categorias de base do CRB, que prestou apoio psicológico ao atleta.

Em outubro de 2025, Milton Pereira e Jonas Paulo Santana foram condenados a 28 anos de prisão pela morte de "Peu". O Superior Tribunal de Justiça (STJ) havia determinado anteriormente a impronúncia de outros sete acusados, por falta de indícios suficientes.

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