Homem mata prima trans e diz que briga foi por causa de cachorro

Publicado em 03/03/2026, às 21h52
Foto: Amanda Quintiliano/Divulgação
Foto: Amanda Quintiliano/Divulgação

Por Estado de Minas

Um homem de 34 anos foi preso pela Polícia Militar de Minas Gerais após confessar ter assassinado sua prima, Flávia Nunes, de 42 anos, em Divinópolis, durante uma discussão sobre um cachorro. O crime, que pode ter relação com transfobia, ocorreu no apartamento da avó da vítima.

Flávia, mulher trans que morava em Brasília, estava na cidade para cuidar da avó. O suspeito, que possui um histórico criminal de agressão, foi localizado após denúncias anônimas e não resistiu à prisão, confessando o ato imediatamente.

A polícia encontrou a arma do crime enterrada em uma mata próxima ao local do homicídio, e o suspeito havia tentado fugir para Abaeté. Ele foi levado para a delegacia de Polícia Civil de Divinópolis, onde as investigações continuam.

Resumo gerado por IA

A Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) prendeu, nesta terça-feira (3/3), o homem, de 34 anos, que confessou ter matado a prima, de 42, após discussão por causa de um cachorro em Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas. Ele foi detido na MG-050, quando aguardava um ônibus para fugir para Abaeté, na mesma região, onde tem parentes. A Polícia Civil não descarta a relação do homicídio com o crime de transfobia.

O crime ocorreu nessa segunda-feira (2/3). Flávia Nunes, mulher trans, foi morta a tiros no apartamento da avó, no Bairro Sidil. Natural de Abaeté, ela morava em Brasília e estava na cidade para cuidar da avó.

De acordo com o major Bittencourt, da Polícia Militar, as equipes mantiveram rastreamento ininterrupto desde o momento do crime. "O crime aconteceu ontem, às 8h, nós não paramos de forma alguma o rastreamento, sempre checando informações por meio das câmeras", afirma o major da Polícia Militar, Bittencourt.

A polícia chegou até o suspeito após denúncias anônimas. Pessoas que passavam pela rodovia reconheceram o homem e acionaram o 190. Conforme a PM, ele não resistiu à prisão e confessou o crime de imediato.

O suspeito havia deixado o sistema prisional recentemente e possui histórico de lesão corporal e agressão.

Versão contraditória


Segundo o major, o próprio autor alegou que o crime ocorreu após desentendimento familiar. A motivação, de acordo com o suspeito, teria sido porque a prima colocou o seu cachorro para fora do apartamento da avó. Quando ele foi questioná-la, ela teria se apossado de uma faca e tentado agredi-lo.

De acordo com a PM, a versão dele é contraditória. "A Polícia Civil pode esclarecer melhor, uma vez que a gente vê que ele chegou a desligar as câmeras antes do disparo. Não é normal uma pessoa andar armada dentro da sua residência. Ele já estava em pronta resposta para poder efetuar os disparos", afirma o major Bittencourt.

A arma foi encontrada enterrada em uma região de mata próxima à Rua Pará, no mesmo bairro onde ocorreu o crime. Segundo a PM, o suspeito a escondeu cerca de 15 minutos após o crime. De lá, teria pegado um ônibus e seguido para bairros próximos à rodovia. Pela manhã desta terça, ele seguiria para Abaeté.

Após a prisão, o homem foi levado para a delegacia de Polícia Civil de Divinópolis. 

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