Técnicos da equipe de fiscalização do Instituto do Meio Ambiente (IMA) acompanham, desde a quarta-feira (20), a remoção da grande quantidade de lixo hospitalar que estava sendo depositado em um terreno localizado ao lado do Hospital Chama, em Arapiraca.
Técnicos da equipe de fiscalização do Instituto do Meio Ambiente (IMA) acompanham, desde a quarta-feira (20), a remoção da grande quantidade de lixo hospitalar que estava sendo depositado em um terreno localizado ao lado do Hospital Chama, em Arapiraca. Multado em mais de R$ 1,7 milhão, o local possui diversas irregularidades na destinação dos resíduos.
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A situação do Hospital Chama é alarmante, conforme informações da Gerência de Monitoramento e Fiscalização do IMA. Na tarde da quarta-feira (19), foram retiradas 90 bombonas com capacidade para 25 quilos, cada uma. A perspectiva é que sejam retiradas entre 300 e 500 até o final do trabalho de remoção dos resíduos, ainda sem prazo para terminar.
Isso porque, segundo os técnicos que acompanham o trabalho, até uma retroescavadeira poderá ser utilizada para escavar a área que havia sido transformada em uma espécie de lixão.
O Hospital chama recebeu cinco autuações, no dia 07 de outubro, com multas que somadas passam de R$ 1,7 milhão, por queima irregular, armazenamento inadequado, deixar de dar a destinação ambientalmente adequada e lançamento irregular, em vazadouro, de resíduos gerados na Unidade de Saúde, além de reforma e ampliação sem licença.
Segundo informações do gerente de Monitoramento e Fiscalização do IMA, Ermi Ferrari, os técnicos acompanham o trabalho para evitar que aconteçam novas irregularidades, como a remoção dos resíduos de forma inadequada.
O Hospital havia sido autuado duas vezes esse ano, com multas que somadas chegavam a R$ 45 mil, por falta de licenciamento e pelo lançamento de efluente sem tratamento. Na ocasião foi assinado um Temo de Ajustamento de Conduta (TAC), com prazo até fevereiro de 2017, para a construção de uma Estação de Tratamento de Efluentes.
Em seguida, a equipe do IMA recebeu denúncias sobre os resíduos sólidos e suspeitou que a quantidade gerada seria muito inferior ao que é declarado e enviado para a correta destinação. Daí por diante realizou levantamentos na área e conseguiu encontrar dois locais que serviam de depósito, inclusive com valas para incineração.
O TNH1 tentou entrar em contato com a direção do hospital, pelo telefone fixo, mas as ligações não foram atendidas. A reportagem também tentou falar com o diretor da unidade de saúde, Emanuel Barreto, mas ele também não atendeu.
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