Hospitalizações por Influenza A têm aumentado no país, informa Fiocruz

Publicado em 27/03/2026, às 18h53
Rinovírus e vírus sincicial respiratório também estão em alta - Foto: Freepik
Rinovírus e vírus sincicial respiratório também estão em alta - Foto: Freepik

Por Agência Brasil

O Brasil enfrenta um aumento nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), conforme o boletim InfoGripe da Fiocruz, com hospitalizações elevadas por Influenza A, rinovírus e vírus sincicial respiratório (VSR). Essa situação gera preocupação, especialmente entre crianças e adolescentes, que são os mais afetados.

Todos os estados do país apresentam uma tendência de alta nos casos de SRAG, com o rinovírus sendo um dos principais responsáveis pelo aumento, afetando especialmente a faixa etária de 2 a 14 anos.

A pesquisadora Tatiana Portella recomenda a vacinação contra a influenza para grupos de risco, além do uso de máscaras em locais fechados e aglomerados. Medidas de isolamento em caso de sintomas também são aconselhadas para conter a transmissão do vírus.

Resumo gerado por IA

Os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) vem aumentando no país, de acordo com a nova edição do boletim InfoGripe, divulgado nesta sexta-feira (27) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A causa é o crescimento das hospitalizações por Influenza A, rinovírus e vírus sincicial respiratório (VSR).

O levantamento aponta que todos os estados do país apresentam sinal de alta do número de casos de SRAG na tendência de longo prazo, que considera as últimas seis semanas.

O rinovírus tem impulsionado o aumento dos casos de SRAG em grande parte desses estados, especialmente entre crianças e adolescentes de 2 a 14 anos.

A pesquisadora do InfoGripe, Tatiana Portella, chama atenção que é essencial que as pessoas de maior risco, como idosos, imunocomprometidos e crianças, tomem a vacina da influenza nos postos de saúde, para frear o crescimento acelerado das hospitalizações pelo vírus em diversos estados do país.

Portella também recomenda o uso de máscara em locais fechados e com maior aglomeração de pessoas, especialmente para os grupos de risco.

“Além disso, em caso de sintomas de gripe ou resfriado, o ideal é fazer isolamento dentro de casa, mas, se não for possível, recomendamos sair usando máscara para evitar transmitir o vírus para outras pessoas”, avaliou.

Mortalidade

A incidência e a mortalidade por SRAG são mais elevadas nas crianças pequenas e está associada principalmente ao VSR e ao rinovírus. Já a mortalidade é maior entre os idosos, tendo a Covid-19 e a influenza A como principais causas.

Além disso, a incidência de Covid-19 também é maior em crianças pequenas e idosos, enquanto a de influenza A se concentra principalmente nas crianças de até 4 anos e nos idosos.

Gostou? Compartilhe