Brasil

Ibama recolhe sete das 27 serpentes apreendidas em investigações no DF

Metrópoles | 28/07/20 - 10h29 - Atualizado em 28/07/20 - 10h39
Cortesia

Sete das 27 serpentes que estavam no Zoológico de Brasília foram recolhidas, nessa segunda-feira (27/7), pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama). As cobras foram apreendidas ao longo de investigação da Polícia Civil do DF (PCDF) que apura suposto esquema de tráfico de animais exóticos na capital do país.

As investigações tiveram início após o estudante de medicina veterinária Pedro Henrique Krambeck, 22 anos, ser picado por uma Naja kaouthia que criava como bicho de estimação. O caso foi mostrado com exclusividade pelo Metrópoles.

O destino dos animais recolhidos nesta tarde não havia sido informado pelo Ibama até a última atualização desta reportagem.

Operação Snake

Desdobramentos da Operação Snake, deflagrada para apurar tráfico de animais exóticos na capital, apontaram para um suposto plano para obstrução de provas, envolvendo amigos e familiares de Pedro Krambeck.

Policiais civis da 14ª Delegacia de Polícia (Gama) passaram a trabalhar no caso tão logo Pedro foi internado, após ser atacado pela Naja. Inicialmente, a suspeita era de que os fatos teriam ocorrido no Gama, mesma região em que fica localizado o hospital Maria Auxiliadora, unidade de saúde para onde o estudante foi levado e chegou a ficar em coma.

Dias depois, outras 16 serpentes exóticas foram localizadas em uma região de Planaltina. Os animais estavam acondicionados dentro de caixas plásticas deixadas em uma baia de cavalo, numa propriedade rural, quando foi deflagrada a operação da Polícia Civil do Distrito Federal.

A ação mirou amigos de Pedro – entre eles Gabriel Ribeiro, acusado de tentar esconder a Naja e preso semana passada –, bem como a mãe e o padrasto do estudante, um coronel da Polícia Militar do DF. À época da ação policial, o Metrópoles revelou que o coronel foi visto carregando caixas com diversas cobras no residencial onde a família mora, no Guará. Ele disse não saber o que havia dentro dos recipientes.