Um idoso de 97 anos no Rio de Janeiro teve sua aposentadoria cortada pelo INSS pela quarta vez, devido a confusões com o óbito de seu irmão gêmeo, resultando em dificuldades financeiras para ele e sua família.
Walter Rodrigues de Almeida, que não recebe o benefício desde setembro do ano passado, já buscou ajuda do INSS em três ocasiões, mas a reativação do pagamento permanece 'em análise'.
O INSS reconheceu o erro e prometeu reativar o benefício, com a expectativa de que Walter receba os valores devidos em até 20 dias, o que é crucial para suas despesas e compra de medicamentos.
Um idoso de 97 anos do Rio de Janeiro foi dado como morto pela quarta vez pelo INSS e teve a aposentadoria cortada, como mostrou o RJ1 nesta sexta-feira (16).
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A família afirma que quem morreu foi o irmão gêmeo, Waldir, que compartilhava dados como a data de nascimento e os nomes dos pais, Rodrigues de Almeida. O benefício suspenso, porém, foi o de Walter, que quase aos 100 precisa tem novamente o trabalho de provar estar vivo.
“Estou há quatro meses sem receber e eu tenho o direito a receber. Sou aposentado, trabalhei mais de 30 anos. Não sei por que isso está acontecendo”, reclama Walter.
O último pagamento que ele recebeu foi no dia 5 de setembro do ano passado. De lá para cá, a família tem tentado resolver o problema. Ele já buscou agências do INSS três vezes para provar que está vivo.
Na última terça-feira (13), a família foi com Walter até a unidade de Ramos, na Zona Norte do Rio. Lá, eles ouviram que a solicitação de que o benefício seja reativado continua “em análise”. A orientação foi que ele refizesse o pedido.
“Todos os documentos estão sendo levados, entregamos e eles falam que vão pagar. E não pagam. E nós sentimos até que não tem explicação. Tudo o que eles pedem, nós levamos”, conta Elaine Almeida, filha do idoso.

Quarta vez
A família conta que o problema já ocorreu outras três vezes e que a justificativa do INSS é sempre a mesma: a idade avançada e o fato de ele ter um irmão gêmeo morto.
“Eles falam que como o irmão dele era gêmeo, o Waldir, deu suspeita de óbito nele, o seu Walter. E eu falei: o controle não é feito pelo CPF? Os números são diferentes. Fico muito triste, indignada, pois meu pai volta do banco arrasado, e eu como filha não posso fazer nada. Só ajudar ele. Mas resolver a situação dele, eu não posso” disse.
O INSS disse que reconhece o erro e reativou o benefício e ele deve receber o dinheiro em 20 dias.
Dinheiro para remédios
Com o dinheiro da aposentadoria, ele se sustenta e compra os remédios que precisa.
“Eu tenho as minhas despesas, eu tenho 97 anos, moro com meu filho, mas tenho que pagar as minhas despesas. Já apresentei todos os documentos necessários e solicitados, já apresentei tudo”, diz Walter.
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