A Braskem passou a ser controlada pela IG4, que adquiriu 50,1% do capital votante da empresa após a transferência de R$ 20 bilhões em créditos, permitindo à Petrobras co-controlar a companhia e assumir a presidência do conselho de administração.
A Novonor, antiga controladora, ficará com 4% da Braskem e os bancos credores, incluindo Itaú e Bradesco, terão direitos econômicos sobre os créditos, com pagamentos a serem realizados após a venda das ações, sem prazo definido.
Com a nova gestão, a Braskem se concentrará em reestruturar sua dívida de US$ 8,4 bilhões e reduzir a alavancagem financeira, que atualmente é de 14,8 vezes, possivelmente através da venda de ativos e outras ações estratégicas.
Após quase dez anos de conversas para uma mudança de controle da Braskem, a novela finalmente chega ao fim com a transferência de R$ 20 bilhões em créditos detidos pelos bancos credores da Novonor para a IG4, que ficarão concentrados em um Fidc.
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A IG4 passará a deter 50,1% do capital votante da Braskem, referente às ações da petroquímica dadas em alienação fiduciária para os bancos Itaú, Santander, Bradesco, Banco do Brasil e BNDES. Pelo acordo, a Petrobras, que detém 47% do capital, passar a ter o cocontrole da empresa e terá o mesmo número de assentos que a IG4 no conselho de administração, quatro, e assume a presidência do board, apurou o Pipeline.
A IG4 deve indicar o novo CEO assim como os nomes que irão compor a diretoria financeira. A escolha do novo management ainda não está totalmente definida e será anunciada após a aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), segundo fontes a par do assunto. Foi firmado um acordo de exclusividade por 60 dias para documentação definitiva.
Pelo acordo, a Novonor ficará com 4% da Braskem e vai passar as ações que estavam em alienação fiduciária para os bancos para um fundo de investimento em participação (FIP).
Os bancos credores terão o direito econômico sobre os créditos detidos pelo Fidc e receberão o pagamento após a venda das ações da Braskem, o que não tem prazo para acontecer. Na reestruturação da Iguá Saneamento, também conduzida pela IG4, isso demorou sete anos para ocorrer.
O pagamento dos bancos deve obedecer a uma cascata de pagamento. Hoje Banco do Brasil, Itaú e Bradesco têm prioridade no recebimento. Um acordo sobre como ficará esse pagamento será decidido mais para frente, no momento da venda das ações.
Após a mudança na gestão da empresa, o foco será em promover um turnaround da Braskem, que deve passar por reestruturação da dívida, que hoje soma US$ 8,4 bilhões, sem considerar o passivo da braskem Idesa no México . A ideia é promover ações que possam contribuir para redução da alavancagem financeira, que estava em 14,8 vezes no terceiro trimestre, o que deve incluir a venda de ativos, segundo fontes próximas ao assunto.
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