A corretora de imóveis Daiane Alves dos Santos foi assassinada em uma emboscada no subsolo de seu prédio, com o síndico Cléber Rosa de Oliveira como principal suspeito, segundo a Polícia Civil. A investigação revelou que vídeos gravados pela vítima ajudaram a esclarecer a dinâmica do crime, que foi premeditado.
O celular de Daiane foi encontrado em uma caixa de esgoto após 41 dias, e as imagens mostram o momento em que ela foi atacada, indicando que o síndico desligou a energia para forçá-la a descer. O atestado de óbito confirma que a causa da morte foi um tiro na cabeça, resultando em traumatismo cranioencefálico.
Cléber Rosa de Oliveira foi preso e confessou o crime, enquanto seu filho, Maicon Douglas, também foi detido por obstruir as investigações. As desavenças entre a corretora e o síndico, relacionadas à administração de apartamentos, são apontadas como a motivação do assassinato.
A corretora de imóveis Daiane Alves dos Santos, 43, foi morta com dois disparos de arma de fogo após sofrer uma emboscada no subsolo do prédio em que morava, segundo a Polícia Civil. De acordo com a investigação, vídeos gravados pela própria vítima ajudaram a estabelecer a dinâmica do crime, que tem como principal suspeito o síndico Cléber Rosa de Oliveira.
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O celular da vítima foi descartado pelo síndico em uma caixa de esgoto, onde foi encontrado após 41 dias. A corretora havia enviado dois vídeos e estava gravando um terceiro quando sofreu a emboscada premeditada, segundo o inquérito.
As imagens divulgadas em entrevista coletiva na manhã desta quinta-feira (19) mostram o trajeto da corretora até o momento em que ela é atacada e o vídeo é interrompido. O próprio síndico teria desligado o quadro de energia do imóvel para que ela descesse, aponta a polícia.
AVISO: as imagens do vídeo abaixo são fortes.
"Desde o início, Cléber aguardava Daiane no subsolo. Ele já estava com a luva nas mãos, o carro posicionado ao lado. Ele então a intercepta encapuzado. O detalhe do vídeo vai ser mostrado depois. Então traduz-se, de fato, que o crime foi premeditado, com a emboscada deliberada", disse o delegado João Paulo Mendes.
A dinâmica indica que ele a agrediu com um objeto contundente no condomínio e que os disparos foram feitos na região de mata onde o corpo teria sido encontrado. O síndico já teria deixado um carro pronto para fazer o transporte da vítima para outro local.
O atestado de óbito da corretora de imóveis Daiane Alves dos Santos, 43, aponta que ela morreu em decorrência de tiro na cabeça. Segundo documento ao qual a Folha de S.Paulo teve acesso, o disparou causou traumatismo cranioencefálico.
A vítima estava desaparecida havia 40 dias e seus restos mortais foram localizados em 28 de janeiro, em avançado estado de decomposição, o que fez com que a única matriz disponível para a extração de DNA fossem os dentes.
O síndico Cléber Rosa de Oliveira foi preso sob suspeita de matar a corretora, enquanto o filho dele, Maicon Douglas de Oliveira, foi preso suspeito de ter atrapalhado as investigações.
Felipe de Alencar, advogado do síndico, confirmou que Cléber confessou à polícia ter usado uma arma para matar a corretora. Ele disse ainda que a defesa não teve acesso aos documentos, especialmente o relatório final da Polícia Civil, e se manifestará somente quando analisar o conteúdo. A defesa de Maicon Douglas não se manifestou.
Segundo a polícia, o principal motivo para o crime teriam sido desavenças entre a vítima e o síndico, que começaram quando a corretora se mudou para o edifício e passou a administrar os seis apartamentos que pertencem à família dela e que antes eram geridos pelo suspeito.
A última imagem de Daiane dentro do elevador foi registrada às 19h do dia 17 de dezembro, quando ela se dirigiu ao subsolo para verificar a interrupção de energia em seu apartamento.
Às 19h08, outra moradora também usou o elevador para ir ao mesmo andar, mas relatou não ter visto nada de incomum. A polícia afirma que o suspeito matou a vítima nesse intervalo de tempo.
Daiane teria se dirigido ao subsolo para acessar o quadro de energia do edifício, após perceber que apenas o apartamento dela estava sem luz. Ela desceu o elevador com o celular na mão e filmando a situação.
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