Impressionante "planeta derretido" é descoberto por astrônomos

Publicado em 18/03/2026, às 20h05
Foto:  Mark A. Garlick
Foto: Mark A. Garlick

Por Redação

Astrônomos descobriram um novo tipo de planeta fora do Sistema Solar, denominado L 98-59 d, que possui um interior derretido e uma atmosfera rica em enxofre, localizado a 35 anos-luz da Terra, conforme publicado na revista Nature Astronomy.

Com 1,6 vezes o tamanho da Terra, o planeta apresenta uma densidade menor do que o esperado e possui gases como sulfeto de hidrogênio em sua atmosfera, desafiando as classificações tradicionais de planetas rochosos ou aquáticos.

Pesquisadores sugerem que o planeta pode ter um oceano global de magma e um reservatório interno que mantém sua atmosfera espessa, e novas observações com telescópios espaciais são esperadas para aprofundar o entendimento sobre essa nova classe de mundos.

Resumo gerado por IA

Astrônomos identificaram um possível novo tipo de planeta fora do Sistema Solar, com interior derretido e atmosfera rica em enxofre. O objeto, chamado L 98-59 d, fica a cerca de 35 anos-luz da Terra e foi analisado com dados do telescópio espacial James Webb e de observatórios em solo. O estudo foi publicado na revista científica Nature Astronomy.

O planeta tem cerca de 1,6 vez o tamanho da Terra, mas apresenta densidade menor do que o esperado. Observações indicaram a presença de gases com enxofre, como sulfeto de hidrogênio, na atmosfera. Até agora, cientistas classificariam um mundo assim como um planeta rochoso com gás ou um planeta coberto por oceanos profundos, mas os novos dados sugerem que ele não se encaixa em nenhuma dessas categorias.

Simulações feitas por pesquisadores da University of Oxford e de outras universidades indicam que o interior do planeta pode ser formado por rocha derretida, semelhante à lava. Os modelos apontam para a existência de um oceano global de magma que se estende por milhares de quilômetros abaixo da superfície. Esse material quente permitiria armazenar grandes quantidades de enxofre ao longo de bilhões de anos.

Segundo os cientistas, esse reservatório interno ajuda o planeta a manter uma atmosfera espessa, rica em hidrogênio e gases de enxofre, que normalmente seriam perdidos para o espaço por causa da radiação da estrela ao redor da qual ele gira. Reações químicas entre o interior derretido e a atmosfera teriam moldado as características observadas hoje.

Os pesquisadores afirmam que o planeta pode ser o primeiro exemplo conhecido de uma nova classe de mundos, com interior fundido por longos períodos e grande quantidade de gases. Embora não tenha condições para abrigar vida, a descoberta mostra que a variedade de planetas na galáxia pode ser maior do que se imaginava.

Os autores do estudo dizem que novas observações com telescópios espaciais devem ajudar a entender melhor esse tipo de planeta e revelar quantos outros mundos incomuns podem existir além do Sistema Solar.

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