Indígenas bloqueiam Durval de Góes Monteiro para protestar contra exoneração de líder

Publicado em 23/03/2026, às 13h33
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Por Yasmin Gregorio*

Indígenas de Alagoas e Sergipe protestaram em Maceió contra a exoneração de Tanawy Tenório, coordenador do DSEI, bloqueando a Avenida Durval de Góes Monteiro. A manifestação destaca a insatisfação com a falta de consulta às lideranças indígenas sobre a decisão, que é vista como uma ruptura no diálogo com as comunidades.

Tanawy Tenório, da etnia Xucuru-Kariri, estava no cargo desde o início do terceiro mandato de Lula e sua saída, publicada em 16 de março, gerou reações negativas entre os povos indígenas, que valorizam os avanços na saúde e nas relações com o DSEI durante sua gestão.

Os manifestantes pedem ao governo federal, especialmente ao ministro da Saúde e ao presidente Lula, a recondução de Tenório ao cargo, afirmando que o movimento é pacífico e continuará até que uma resposta oficial seja dada.

Resumo gerado por IA

Indígenas de Alagoas e Sergipe realizam um protesto no final da manhã desta segunda-feira (23) na Avenida Durval de Góes Monteiro, em Maceió, contra a exoneração de Tanawy Tenório, conhecido como Mano, do cargo de coordenador do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Alagoas/Sergipe. Os manifestantes bloquearam um trecho da via . 

Um vídeo exibido ao vivo no programa Fique Alerta, da TV Pajuçara, mostra o momento da manifestação, com indígenas reunidos em frente ao prédio onde funcionava a Funasa, realizando atos culturais, como danças, e segurando o bloqueio da avenida. Confira abaixo.

Tanawy Tenório, da etnia Xucuru-Kariri, estava à frente da gestão do DSEI desde o início do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A exoneração, publicada no último dia 16 de março, gerou reação imediata entre lideranças indígenas, que afirmam não terem sido consultadas sobre a decisão.

Para os povos indígenas, a saída do gestor representa uma ruptura em um trabalho considerado de diálogo e proximidade com as comunidades. Lideranças apontam que a gestão vinha sendo marcada por avanços na área da saúde indígena e fortalecimento da relação entre o Distrito e as populações atendidas.

Apelo ao governo federal

Durante o protesto desta segunda, os manifestantes reforçaram o pedido para que o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e o presidente Lula revejam a decisão e reconduzam Tanawy Tenório ao cargo.

Segundo os participantes, o movimento é pacífico e deve continuar até que haja uma resposta do governo federal sobre a demanda.

*Estagiária sob supervisão.

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