Pesquisadores descobriram que as moscas-guindaste-fantasma, comuns no leste dos Estados Unidos, conseguem voar quase sem bater as asas, utilizando suas pernas para se manter no ar, o que pode revolucionar a aviação ao inspirar novas tecnologias de voo.
Esses insetos economizam energia ao flutuar em correntes de ar, ajustando a configuração de suas pernas para otimizar a sustentação, o que foi demonstrado em testes laboratoriais que revelaram uma redução de até 20% no arrasto.
A pesquisa sugere que essa estratégia pode ser aplicada no desenvolvimento de drones mais eficientes e estáveis, que utilizam materiais inteligentes para imitar o movimento das pernas dos insetos, garantindo um voo equilibrado mesmo em condições adversas.
Insetos, com aparência frágil, estão ajudando a projetar o futuro da aviação. Pesquisadores descobriram que as chamadas phantom crane flies (moscas-guindaste-fantasma) , comuns no leste dos Estados Unidos, conseguem voar praticamente sem bater as asas, usando as pernas para se manter no ar.
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A estratégia, apresentada em um encontro da American Physical Society, divulgado pelo site Science News, detalha como esses insetos exploram correntes ascendentes para economizar energia, um recurso raro em sua curta vida adulta (que dura cerca de uma semana). Nesse período, eles sequer se alimentam.
Voo guiado
Ao invés de depender das asas, os insetos assumem uma configuração aerodinâmica: abrem as seis pernas formando um cone invertido. Essa estrutura permite que eles “flutuem” nas correntes de ar.
“Eles têm energia muito limitada e precisam economizá-la”, explicou a física Sarahi Arriaga-Ramirez, responsável pelo estudo.
O comportamento muda conforme o ambiente: em correntes mais fortes, o cone formado pelas pernas se estreita, ajustando o nível de sustentação. Para entender o fenômeno, cientistas criaram modelos ampliados dos insetos e realizaram testes em laboratório. Os resultados mostram que pequenas mudanças na geometria das pernas alteram o desempenho— com redução de até 20% no arrasto.
A descoberta pode ajudar no desenvolvimento de drones mais eficientes. Protótipos já utilizam materiais inteligentes, capazes de mudar de forma com estímulos elétricos, imitando o movimento das pernas dos insetos.
Outro avanço importante é a estabilidade: mesmo com turbulências, os modelos inspirados nos insetos permanecem equilibrados no ar, sem necessidade de sistemas complexos. Ainda segundo Arriaga-Ramirez, o sistema resulta em um voo extremamente estável, capaz de manter o equilíbrio mesmo com perturbações no fluxo de ar.
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