Integrantes de torcida organizada suspeitos de atentado a bomba em Maceió são presos em operação

Publicado em 12/03/2026, às 07h35
Divulgação/PC
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por Pedro Acioli*

Publicado em 12/03/2026, às 07h35

A Polícia Civil de Alagoas desencadeou a Operação Pavio Curto para prender dez membros de uma torcida organizada envolvidos em crimes violentos, resultando na prisão de cinco suspeitos até o momento.

As investigações revelaram que os suspeitos estavam relacionados a um ataque com explosivos contra torcedores do CRB em novembro de 2025, motivado por rivalidade entre torcidas, que resultou em ferimentos graves a uma das vítimas.

As prisões foram autorizadas pela 8ª Vara Criminal da Capital e visam garantir a ordem pública, além de fortalecer a investigação sobre a associação entre torcidas organizadas e facções criminosas.

Resumo gerado por IA

A Polícia Civil de Alagoas deflagrou, nas primeiras horas da manhã desta quinta-feira (12), a operação denominada "Pavio Curto", com objetivo de prender dez integrantes de uma torcida organizada envolvidos em explosão, tentativa de homicídio, lesão corporal dolosa, dano e confronto com outros membros de torcidas organizadas em Maceió. Até o momento, cinco pessoas foram presas.

Segundo a polícia, os mandados de prisão, e de busca e apreensão, estão sendo cumpridos em Maceió e Satuba. Na capital, as ordens judiciais levaram policiais aos bairros Tabuleiro, Cidade Universitária, Trapiche da Barra, Poço, Ponta Grossa, Bebedouro e Clima Bom.

Explosão no Poço

Os suspeitos dos crimes teriam cometido uma tentativa de homicídio com artefato explosivo no bairro Poço, em 29 de novembro de 2025. Na ocasião, quatro torcedores do CRB se deslocavam em um veículo em direção a uma festa de torcida organizada quando, ao pararem em um semáforo foram abordados e agredidos.

Os envolvidos desembarcaram de outros quatro veículos portando pedras, barras de ferro e bombas de fabricação caseira, que foram lançadas no interior do carro das vítimas, vindo a causar lesões em todos os ocupantes. Uma das vítimas ficou internada em estado grave por dias no Hospital Geral do Estado.

As investigações apontaram que os suspeitos cometeram o crime por rivalidade entre torcidas organizadas. Veja o momento do cumprimento dos mandados de prisão: 

"Se associam a facções"

Segundo o delegado Bruno Tavares, os grupos se associam às facções criminosas e utilizam o esporte como desculpa. "Essas operações visam desarticular grupos organizados que usam o futebol como pretexto para a prática de crimes graves, muitas vezes associando-se a facções criminosas", explicou o delegado.

As prisões cautelares, deferidas pela 8ª Vara Criminal da Capital, após representação da Polícia Civil, com acolhimento integral do pedido pelo Ministério Público, visam à garantia da ordem pública e à produção de novos elementos de informação para desfecho da investigação e desse modo robustecer a instrução criminal.

*Com Ascom Polícia Civil. 

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