por Eberth Lins
Publicado em 10/02/2026, às 12h20
A Polícia Civil investiga a morte do professor de Medicina Carlos Alberto de Carvalho Fraga, de 38 anos, encontrada em sua residência, com indícios de que a causa possa ser acidental, relacionada ao uso excessivo de álcool e drogas, como cocaína.
Carlos Alberto, professor da Universidade Federal de Alagoas, foi visto pela última vez por um amigo após uma noite de consumo de bebidas e substâncias ilícitas, e não apresentava lesões que indicassem homicídio, embora essa possibilidade não esteja descartada.
O corpo foi enviado ao Instituto Médico Legal para exames necroscópicos, enquanto a investigação prossegue para esclarecer as circunstâncias da morte e avaliar a possibilidade de intoxicação por terceiros.
Embora ainda trate o caso como morte a esclarecer, a Polícia Civil acredita que o professor da UFAL, Carlos Alberto de Carvalho Fraga, de 38 anos, tenha morrido de forma acidental, possivelmente motivada por um longo período de consumo de álcool e substâncias ilícitas, aparentemente cocaína. A informação foi compartilhada pelo delegado Flávio Dutra, de Arapiraca, no início da tarde desta terça-feira (10) durante o programa Fique Alerta, da TV Pajuçara.
LEIA TAMBÉM
Carlos Alberto era professor do Programa de Pós-graduação em Ciências Médicas e no Programa Multicêntrico em Bioquímica e Biologia Molecular e foi encontrado morto dentro de casa, na manhã dessa segunda-feira (09), em Arapiraca, Agreste de Alagoas.
“Alguns elementos indicam que não há lesões aparentes no corpo da vítima, e também não há sinais de luta, apesar da aparente desordem na casa em decorrência da bebedeira do último sábado. Por enquanto, trabalhamos com a hipótese de morte acidental relacionada ao uso prolongado de bebida alcoólica e supostos entorpecentes encontrados no local. Temos ciência ainda de que a vítima fazia uso de medicamentos de tarja preta para ansiedade. Seguiremos investigando essas hipóteses, mas não descartamos a possibilidade de intoxicação causada por terceiros, o que poderia caracterizar homicídio”, informou o delegado Flávio Dutra.
O corpo de Carlos Alberto foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), onde passará por exames necroscópicos.
“Não descartamos a possibilidade de homicídio, mas tudo indica que se trata de uma morte acidental por uso prolongado de álcool e outras substâncias entorpecentes”, reforçou o delegado, que também detalhou os últimos momentos do professor.
“Há relatos de que ele chegou de uma viagem a Minas na manhã de sábado. Por volta das 13h ligou para um amigo, que foi até sua residência e permaneceu até cerca de 21h. Consumiram bebida alcoólica e o amigo afirmou que a substância entorpecente usada seria cocaína. A última pessoa que o viu com vida foi esse amigo, que informou que Carlos ainda estava vivo por volta das 3h de domingo”, acrescentou Dutra.
Currículo invejável
O professor atuava no Programa de Pós-graduação em Ciências Médicas e no Programa Multicêntrico em Bioquímica e Biologia Molecular. Natural de Minas Gerais, Carlos formou-se em Biologia na Universidade de Montes Claros (MG), concluiu mestrado e doutorado em Ciências da Saúde, com intercâmbio no prestigiado Max-Delbrück Center for Molecular Medicine, na Alemanha. Ele ingressou na Ufal em 2017 como docente do Centro de Ciências Médicas, em Arapiraca, e foi vice-coordenador do curso de Medicina.
Além de professor, Carlos atuava como pesquisador e foi um dos autores de um artigo publicado na revista Immunity, uma das publicações mais renomadas do mundo na área de imunologia, em agosto de 2025.