Irmãos desaparecidos: polícias do MA e SP investigam denúncia de paradeiro

Publicado em 26/01/2026, às 09h02
Reprodução/Redes Sociais
Reprodução/Redes Sociais

Por CNN Brasil

As polícias civis do Maranhão e de São Paulo estão investigando uma denúncia sobre o possível paradeiro dos irmãos Ágatha Isabelly e Allan Michael, desaparecidos há 23 dias, após terem sido vistos em um hotel na capital paulista.

Mais de 500 pessoas, incluindo agentes de segurança e equipes especializadas, têm participado das buscas, que incluem varreduras em áreas de mata e rios, mas até agora não foram encontrados vestígios das crianças.

As investigações agora entram em uma nova fase, com foco intensificado e estratégias específicas, enquanto a comissão especial formada por delegados continua a apuração sem descartar hipóteses sobre o desaparecimento.

Resumo gerado por IA

O secretário da SSP-MA (Secretaria de Segurança Pública do Maranhão), Maurício Martins, afirmou neste domingo (25) que as polícias civis do Maranhão e de São Paulo checam, de forma conjunta, uma denúncia sobre o possível paradeiro dos irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4.

A declaração ocorre após a SSP-SP (Secretaria da Segurança Pública de São Paulo) informar que a Polícia Civil paulista investiga a informação de que as crianças teriam sido vistas na tarde do último sábado (24) em um hotel no bairro da República, no centro da capital de São Paulo.

Em publicação nas redes sociais, Maurício Martins afirmou que as informações relacionadas ao caso estão sendo verificadas em cooperação entre as duas polícias civis e que, para não comprometer os trabalhos, não é possível divulgar detalhes neste momento. Segundo o secretário, todas as denúncias recebidas são apuradas e as buscas pelas crianças continuam em paralelo à investigação, abrangendo áreas de mata, rios e lagos.

O desaparecimento de Ágatha Isabelly e Allan Michael completa 23 dias, nesta segunda-feira (26). As crianças foram vistas pela última vez no início de janeiro, após saírem para brincar no quilombo São Sebastião dos Pretos, em Bacabal, no interior do Maranhão. Desde então, mais de 500 pessoas participam das buscas, entre agentes da Polícia Civil, do Corpo de Bombeiros, da Marinha e de outras forças de segurança.

Em coletiva realizada na última quinta-feira (22), a SSP-MA informou que toda a área de mata indicada ao longo das investigações foi minuciosamente varrida, assim como trechos do Rio Mearim, sem a localização de vestígios que indicassem o paradeiro das crianças. As equipes utilizaram cães farejadores, aeronaves, drones com sensores termais, equipamentos de imagem em 3D, além de buscas aquáticas e subaquáticas.

No Rio Mearim, foram percorridos 19 quilômetros, sendo cinco deles com o uso de side scan sonar, tecnologia capaz de mapear o fundo do rio mesmo em águas turvas. De acordo com a secretaria, os esforços de busca tiveram início no primeiro dia do desaparecimento e foram reforçados de forma contínua.

Ainda na coletiva da quinta-feira, Maurício Martins afirmou que a operação mobilizou unidades especializadas da Polícia Militar e da Polícia Civil, além do apoio posterior do Exército Brasileiro e da Marinha do Brasil. Segundo ele, as varreduras nas áreas de mata e nos lagos apontados como prioritários já foram concluídas, sem a identificação de pistas materiais.

Diante do cenário, as investigações entram em uma nova fase, com estratégias mais específicas e foco intensificado na apuração conduzida pela Polícia Civil, sem descarte de hipóteses.

Os trabalhos são conduzidos por uma comissão especial formada por delegados da SHPP (Superintendência de Homicídios e Proteção à Pessoa), da SPCI (Superintendência de Polícia Civil do Interior) e da Delegacia Regional de Bacabal.

Anderson Kauã, de 8 anos, primo das crianças, localizado com vida no dia 7 de janeiro em uma área de mata no povoado Santa Rosa, a cerca de quatro quilômetros do último local onde os irmãos foram vistos, também tem colaborado com as investigações. Após receber alta médica na última terça-feira (20), o menino participou das buscas, indicando o trajeto que teria percorrido com os primos até uma cabana abandonada conhecida como “casa caída”, nas proximidades do Rio Mearim.

Segundo a SSP-MA, a participação ocorreu com acompanhamento psicológico, equipe especializada e autorização judicial.

Gostou? Compartilhe