Israel aprova pena de morte para palestinos condenados por ataques letais

Publicado em 30/03/2026, às 16h00
Folhapress
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Por Folhapress

O Parlamento de Israel aprovou uma lei que estabelece a pena de morte como sentença padrão para palestinos condenados por ataques letais em tribunais militares, uma medida que atende a promessas de aliados de extrema direita do premiê Binyamin Netanyahu e gera controvérsias sobre sua aplicação seletiva.

A legislação surge em um contexto de crescente radicalização política após o ataque do Hamas em outubro de 2023, refletindo uma mudança significativa na abordagem do país em relação à violência e à segurança.

Embora a pena de morte já seja legal em Israel, sua aplicação tem sido extremamente rara, e especialistas indicam que a nova norma provavelmente não será aplicada a israelenses, mesmo em casos de crimes semelhantes.

Resumo gerado por IA

O Parlamento de Israel aprovou nesta segunda-feira (30) uma lei controversa que estabelece a pena de morte como sentença padrão para palestinos condenados, em tribunais militares, por ataques letais.

A medida cumpre uma das principais promessas dos aliados de extrema direita do premiê Binyamin Netanyahu, defensores do endurecimento das punições em casos de violência. Ao mesmo tempo, tem sido alvo de críticas: opositores afirmam que a nova legislação tem caráter seletivo, já que não deverá ser aplicada a israelenses condenados por crimes semelhantes.

A nova lei reflete a guinada à direita de Israel após o ataque liderado pelo Hamas em outubro de 2023 e a subsequente guerra em Gaza. A pena de morte é autorizada no país, porém só duas pessoas foram executadas em seus 78 anos de história, de acordo com o jornal The New York Times.

Cidadãos israelenses também podem ser punidos com a pena capital em casos de ações que visem "negar a existência do Estado de Israel". Especialistas mencionados pela publicação americana, entretanto, avaliam que as chances de aplicação da norma a israelenses judeus são mínimas.

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