A Corte de Apelação de Roma analisa o pedido de extradição da ex-deputada Carla Zambelli, que está presa na Itália desde julho de 2022 após ser condenada a dez anos de prisão pelo STF por crimes relacionados à invasão de sistemas e porte ilegal de arma.
Zambelli foi condenada em duas ocasiões e seus advogados alegam perseguição judicial e política no Brasil, além de questionarem as condições do sistema penitenciário brasileiro, enquanto o Ministério Público italiano já se manifestou a favor da extradição.
Durante a audiência, a defesa apresentará seus argumentos e o ministro Alexandre de Moraes fornecerá informações sobre a Penitenciária Feminina do Distrito Federal, onde Zambelli cumpriria pena, destacando suas condições adequadas e a ausência de rebeliões.
A Corte de Apelação de Roma, na Itália, julga nesta terça-feira (20) o pedido de extradição da ex-deputada Carla Zambelli.
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Ela está presa no país desde julho do ano passado, quando fugiu do país, após ter sido condenada a dez anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Carla Zambelli foi condenada duas vezes pelo STF, por invadir os sistemas do CNJ, em atuação com o hacker Walter Delgatti, e pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal.
Audiência
Na audiência desta terça, os magistrados vão ouvir a defesa da ex-parlamentar e avaliar a documentação enviada pelo ministro do STF, Alexandre de Moraes.
O ministro detalhou a situação da Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida como Colmeia, onde Zambelli ficará presa caso seja extraditada para o Brasil.
Segundo Moraes, o presídio mantém padrões de salubridade, segurança e assistência às detentas, além de oferecer atendimento médico e cursos técnicos. Ele também informou que nunca houve rebelião na penitenciária.
Entenda
Em dezembro, o tribunal italiano adiou a decisão sobre a extradição após os advogados de defesa de Zambelli pedirem mais tempo para analisar os documentos enviados pelo STF.
Eles alegam que a ex-parlamentar sofre perseguição judicial e política no Brasil. E também questionam a situação carcerária no país para o eventual cumprimento da pena.
Em outubro, o Ministério Público da Itália já deu parecer favorável à extradição.
Em dezembro, Alexandre de Moraes determinou a perda imediata do mandato. Mas logo em seguida, Zambelli renunciou ao cargo.
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