Iteral negocia com sem-terra e libera trecho da Avenida Fernandes Lima após protesto

Publicado em 03/03/2026, às 17h10
Iteral negocia com sem-terra e libera trecho da Avenida Fernandes Lima após protesto - Ascom Iteral
Iteral negocia com sem-terra e libera trecho da Avenida Fernandes Lima após protesto - Ascom Iteral

Por Ascom Iteral

Trabalhadores rurais sem-terra bloquearam a Avenida Fernandes Lima em Maceió, exigindo avanços na reforma agrária e a suspensão de reintegrações de posse, levando o Iteral a intermediar a liberação da via.

Cerca de 400 camponeses ocupam sedes de ministérios em Alagoas, reivindicando a suspensão de reintegrações de posse e a aquisição de terras para assentamento de famílias que esperam há mais de 15 anos.

Após negociações, os manifestantes concordaram em desocupar os prédios públicos e uma reunião em Brasília está agendada para 12 de março, visando discutir as demandas com o governo federal.

Resumo gerado por IA

O Instituto de Terras e Reforma Agrária de Alagoas (Iteral) mediou, na tarde desta terça-feira (3), a liberação de um trecho da Avenida Fernandes Lima, em Maceió, após bloqueio feito por trabalhadores rurais sem-terra. O protesto cobrou avanços na reforma agrária e a suspensão de processos de reintegração de posse em áreas ocupadas no estado.

A negociação foi conduzida pelo diretor-presidente do Iteral, Jaime Silva, com apoio do Centro de Gerenciamento de Crises da Polícia Militar. Após diálogo com as lideranças, os manifestantes aceitaram desobstruir uma das principais vias da capital e se comprometeram a encerrar, até o fim do dia, a ocupação de prédios públicos federais.

Desde o último domingo, cerca de 400 camponeses ligados a sete organizações de luta pela terra ocupam as sedes do Ministério da Agricultura (Mapa) e do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) em Alagoas. Entre as principais reivindicações estão a suspensão das reintegrações de posse nas áreas das usinas Laginha e Guaxuma e a aquisição, por meio do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), de 4.200 hectares pertencentes aos complexos do Grupo João Lyra para assentamento de famílias acampadas há mais de 15 anos.

De acordo com Marcos Antônio da Silva, conhecido como “Marrom”, coordenador nacional da Frente Nacional de Luta (FNL), mais de cinco mil famílias aguardam uma solução definitiva para os casos das usinas. “Estamos buscando não apenas chamar atenção das instituições, mas cobrar do Governo Federal compromisso com a reforma agrária. Solicitamos que o Poder Judiciário suspenda os processos de reintegração de posse, para que as famílias ameaçadas de despejo tenham tranquilidade”, afirmou.

Uma reunião marcada para o dia 12 de março, em Brasília, deve retomar as tratativas entre representantes dos trabalhadores e o governo federal na tentativa de encaminhar as demandas apresentadas pelo movimento.

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