Polícia

José Acioli, professor e ex-diretor do Museu Theo Brandão, é encontrado morto em casa

TNH1 | 16/09/21 - 22h43 - Atualizado em 17/09/21 - 08h06
Foto: Instagram Theo Brandão

O professor da Universidade de Alagoas (Ufal) e ex-diretor do Museu Theo Brandão, Jose Acioli Filho, foi encontrado morto na noite desta quinta-feira (16), em sua residência, no bairro de Jaraguá, em Maceió. A polícia militar, que foi acionada por amigos da vítima. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Alagoas foi acionado mas já encontrou o professor, de 59 anos, sem vida, com dois orifícios na nuca, o que sugere que ele foi assassinado com dois tiros.

Os amigos de Acioli estranharam a sua ausência, e foram surpreendidos, no início da tarde de hoje, com uma mensagem em seu perfil no Instagram, onde dizia que estaria em Arapiraca, agreste do estado, para socorrer um amigo e que ficaria sem conexão no celular. Porém, chamou a atenção os diversos erros de gramática, levantando a suspeita de que alguém teria escrito o texto por ele. O print da mensagem (abaixo) acabou vazando nos aplicativos de mensagem. 

Perda

Em nota divulgada no Instagram, o Museu Theo Brandão lamentou a perda e prestou condolências à familia, ressaltando o relevante currículo profissonal de Acioli. 

"Lamentamos profundamente o falecimento do ex-diretor do MTB, professor José Acioli Filho, que esteve à frente do Museu em 2018. Acioli foi professor da Ufal, pesquisador, cenógrafo, artista visual e bonequeiro. Ele era formado em artes plásticas, com especialização em arquitetura barroca, tinha mestrado e doutorado na área de Educação e teatro de animação. O professor lecionou em disciplinas ligadas à visualidade nos cursos de Teatro, Dança e Música. Nós, que fazemos o MTB, manifestamos sinceras condolências aos familiares e amigos", diz o texto.

A Ufal também emitiu um comunicado, onde externa consternação com o falecimento do educador, com vários trabalhos reconhecidos fora do estado. 

"Em nome de todos que fazem a gestão da Universidade Federal de Alagoas, e também de seus estudantes, técnicos-administrativos e docentes, a Universidade Federal de Alagoas e a Pró-Reitoria de Extensão (Proex) externam a consternação de toda a comunidade acadêmica com o falecimento prematuro do professor José Acioli da Silva Filho, ao mesmo tempo em que vêm de público clamar por justiça e por punição contra os responsáveis pelo crime que ceifou a vida deste docente, artista, amigo e defensor da cultura alagoana.

José Acioli da Silva Filho devotou sua vida às artes e à docência, seja no ensino superior, seja no ensino médio, formando gerações e marcando sua trajetória por extensa e valorosa contribuição ao teatro e a diversos outros ramos artísticos. Um profissional dedicado, ético e amoroso, que se empenhava nos projetos que abraçava e pontuava sua atuação pela defesa veemente de nossa cultura. A perda brutal, covarde, violenta e tristemente precoce do professor Acioli deixa uma lacuna imensa em nossa Universidade, em nossa ação extensionista, de ensino e de pesquisa.

Especialmente, deixa um vazio e deixa órfãos todos os que tiveram o privilégio de com ele conviver, aprender, atuar e viver.

A Proex e a gestão da Ufal – Gabinete do Reitor, da Vice-Reitora, das demais pró-reitorias e instâncias de administração da Universidade – apelam às autoridades policiais de Alagoas por elucidação célere deste crime, confiantes no trabalho dos órgãos de segurança pública de nosso estado que, com absoluta certeza, já estão atuando com empenho rumo ao esclarecimento das circunstâncias em que ocorreu este homicídio vil e torpe.

Em defesa da Vida, a Ufal manifesta imenso pesar e dor frente a este momento em que o professor José Acioli da Silva Filho foi retirado de nosso convívio de forma absurda e atroz.

Por fim, solidarizamo-nos com parentes e amigos de nosso eterno professor Acioli, tendo como consolador o fato de que seu legado jamais será esquecido e que sua memória será sempre luz a direcionar e conduzir nossos caminhos."