Jovem que sumiu no Pico Paraná é encontrado vivo após cinco dias desaparecido

Publicado em 05/01/2026, às 11h08
Roberto Farias Thomaz, de 19 anos - Foto: Reprodução
Roberto Farias Thomaz, de 19 anos - Foto: Reprodução

Por g1

Roberto Farias Tomaz, de 19 anos, foi encontrado após cinco dias desaparecido no Pico Paraná, onde se perdeu durante a descida da trilha. O jovem relatou estar ferido, mas em boas condições, após ter caminhado mais de 20 quilômetros até chegar a uma fazenda na região.

Roberto e uma amiga iniciaram a trilha no dia 31 de dezembro, mas ele passou mal durante a subida e se separou do grupo na descida, o que levou ao seu desaparecimento. A busca mobilizou bombeiros e voluntários desde o dia 1º de janeiro, após a família registrar um boletim de ocorrência.

A Polícia Civil investiga o caso, mas até o momento não há indícios de crime, e as testemunhas não são consideradas suspeitas. O delegado responsável afirmou que, se surgirem evidências de infração penal, o caso poderá ser reclassificado para um inquérito policial.

Resumo gerado por IA

Roberto Farias Tomaz, de 19 anos, foi encontrado nesta segunda-feira (5) após cinco dias desaparecido no Pico Paraná, segundo o Corpo de Bombeiros.

Em um vídeo divulgado pela família nas redes sociais, o jovem conta que está em uma fazenda na região. "Estou cheio de roxo no corpo, várias escoriações, não consigo enxergar porque perdi meu óculos, mas estou bem", diz Roberto.

O jovem desapareceu no dia 1º de janeiro, quando descia a trilha que leva até o Pico Paraná, ponto mais alto do Sul do Brasil. Bombeiros e voluntários trabalharam nas buscas desde o dia do desaparecimento.

De acordo com os bombeiros, Roberto caminhou mais de 20 quilômetros e chegou sozinho na localidade de Cacatu, em Antonina , na descida do Pico Paraná.

Segundo a Polícia Civil (PC-PR), Roberto iniciou a trilha no dia 31 de dezembro, acompanhado de uma amiga. Segundo relatos, ele se sentiu mal durante a subida. Os dois chegaram ao cume na madrugada do dia 1º, mas, durante a descida, ele ficou para trás e não foi mais visto. Veja mais detalhes abaixo.

Segundo o Corpo de Bombeiros, o rapaz subiu o morro na quarta-feira, dia 31 de dezembro, junto com uma amiga, e passou mal durante o trajeto. Eles chegaram juntos ao cume por volta das 4h de quinta-feira, dia 1º de janeiro.

Após descansarem e encontrarem outros dois grupos no cume, a dupla iniciou a descida com um dos grupos por volta das 6h30. Em um ponto anterior ao acampamento, o rapaz se separou do grupo.

Momentos depois, conforme os bombeiros, o segundo grupo iniciou a descida, passou pelo ponto onde a vítima tinha ficado, mas não encontrou com ele. O analista jurídico Fabio Sieg Martins estava em um dos grupos de montanhistas que encontrou Roberto e a amiga na trilha. Ele conta que acionou os bombeiros ao chegar ao acampamento que fica na base do morro e perceber que o rapaz não tinha mais sido visto.

"Quando a gente chegou no acampamento A1, venceu o 'grampos' e tudo mais, tava a menina na barraca. Aí eu pergunto para ela: 'Cadê o Roberto?' e ela não sabia do Roberto. Aí bateu o desespero, eu falei 'o guri deve ter se desorientado lá no [acampamento] A2, tá perdido lá em cima. [...] Aí nós voltamos. No primeiro ponto que dá sinal de celular, eu faço uma ligação para o Corpo de Bombeiros e situo o bombeiro da posição e das referências que nós tínhamos ali", conta Martins.

No sábado (3), a Polícia Civil passou a investigar o desaparecimento após a abertura de um Boletim de Ocorrência pela família do rapaz, que mora em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba.

O delegado Glaison Lima Rodrigues colheu depoimento da jovem que acompanhava Roberto na trilha, além de outros montanhistas que o encontraram no caminho e familiares dele. A polícia afirma que, até o momento, não há indício de crime.

A princípio, o caso é tratado como desaparecimento e nenhuma das pessoas ouvidas pela polícia é considerada investigada. "Não há elementos iniciais de uma infração penal, mas caso fique caracterizado o mínimo indício dessa ocorrência de infração penal, haverá uma conversão desse boletim de ocorrência e análise em um inquérito policial ou um termo circunstanciado para que seja encaminhado ao poder judiciário", afirma o delegado.

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