Jovem que teve a testa tatuada sob tortura é preso novamente em São Paulo

Publicado em 27/01/2026, às 12h42
Arquivo/Reprodução
Arquivo/Reprodução

Por Redação

Ruan Rocha da Silva foi detido em Diadema por suspeita de furtar uma lavadora de alta pressão de uma Unidade Básica de Saúde, após ser reconhecido por guardas-civis que atenderam a uma ocorrência de invasão. Silva já era conhecido nacionalmente por ter sido torturado e marcado com uma tatuagem em 2017, o que gerou repercussão na mídia.

O furto ocorreu em um momento em que a UBS estava fechada e o alarme disparou, levando os guardas a encontrarem Silva portando o equipamento. Ele já possui um histórico criminal, incluindo uma condenação anterior por furto e tentativas de reabilitação para dependência química.

Após sua detenção, a defesa de Silva não foi localizada para comentar o caso.

Resumo gerado por IA

Ruan Rocha da Silva foi detido nesta terça-feira (27) por guardas-civis municipais de Diadema, no ABC paulista. Em 2017, ele ganhou notoriedade nacional após ser torturado e ter a testa tatuada à força com a frase "sou ladrão e vacilão" durante uma tentativa de furto de bicicleta em São Bernardo do Campo.


Segundo o relato dos guardas para policiais civis, Silva é suspeito de ter furtado uma lavadora de alta pressão da Unidade Básica de Saúde Jardim Casa Grande. Os agentes foram acionados via rádio para atender uma ocorrência de invasão envolvendo um homem vestindo colete laranja.


Ao chegarem ao local, encontraram a UBS fechada, mas com o alarme disparado. Pacientes que aguardavam do lado de fora relataram ter visto um homem deixando o local carregando uma lavadora de alta pressão.


Os guardas deram uma volta no quarteirão, acessaram os fundos da unidade e encontraram Silva na rua portando o equipamento. Ele foi identificado pelo aplicativo Muralha e, ao ser questionado, confessou ter furtado o objeto de um armário do posto de saúde. Sua defesa não foi localizada pela reportagem nesta terça-feira.


A primeira passagem de Silva pelo sistema prisional ocorreu em fevereiro de 2019, quando foi levado ao Centro de Detenção Provisória (CDP) de São Bernardo do Campo após furtar um celular LG K10 e R$ 20,30 de duas funcionárias de um pronto-socorro. Na ocasião, ele disse à polícia que procurou abrigo no hospital para fugir da chuva e confessou o crime.


Silva foi condenado a 4 anos e 8 meses de prisão e cumpria pena em regime semiaberto. No entanto, fugiu em 21 de outubro de 2019, sendo recapturado um dia depois.


O homem já foi detido outras vezes por furto. Ele também já passou por clínica para tratamento de dependência química, além de um processo para remoção da tatuagem na testa.


TATUAGEM FOI FEITA SOB TORTURA QUANDO JOVEM TINHA 17 ANOS


Dois homens foram presos no dia 9 de junho de 2017 sob suspeita de tatuar uma frase no rosto de Silva, que tinha 17 anos na época.


O tatuador Maycon Wesley Carvalho dos Reis, 27, e seu vizinho, o pedreiro Ronildo Moreira de Araújo, 29, foram presos e indiciados por tortura.


Segundo a Secretaria da Segurança Pública, os dois confessaram o crime.


De acordo com o boletim de ocorrência, os dois homens cometeram o crime depois que o "adolescente tentou roubar uma bicicleta". Essa suposta tentativa de roubo não foi confirmada pela polícia.


A tortura ao adolescente foi gravada com um celular: o vídeo circulou em grupos nas redes sociais.


A família do adolescente acionou a polícia após reconhecê-lo nas imagens. Segundo o relato da família aos policiais, o jovem era usuário de drogas.

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