Jovem vai ao hospital com virose e descobre que está em trabalho de parto

Publicado em 18/02/2026, às 21h43
Foto: Reprodução/Redes Sociais
Foto: Reprodução/Redes Sociais

Por Estado de Minas

Hattie Sheppard, uma jovem britânica de 21 anos, surpreendeu-se ao descobrir que estava em trabalho de parto durante uma viagem à Austrália, acreditando inicialmente estar com uma virose. A situação destaca a raridade da gravidez críptica, que pode passar despercebida até o momento do parto.

Sheppard, que estava em um mochilão e utilizava anticoncepcional, não apresentava sinais típicos de gravidez, como uma barriga visível ou percepção dos movimentos do feto. A condição é rara, afetando cerca de 1 em 2.500 gestações no momento do parto, e pode ser influenciada por fatores como menstruações irregulares e testes de gravidez negativos.

Após o nascimento da filha Isla-Grace, o casal planejou seu retorno para casa em Doncaster, enfrentando uma mudança completa de planos. Apesar do choque inicial, Sheppard agora lida com a situação de forma positiva, refletindo sobre a experiência inesperada.

Resumo gerado por IA

A jovem britânica Hattie Sheppard, de 21 anos, levou um susto ao procurar atendimento médico durante uma viagem à Austrália. Ela achava que estava com uma virose. Mas, no hospital, descobriu que estava em trabalho de parto – sem nem imaginar que estava grávida. 

De acordo com o site Kidspot, trata-se de uma gravidez críptica, que ocorre quando a gestação passa despercebida por grande parte do período. Sheppard fazia um mochilão pela costa leste da Austrália ao lado do namorado, Bailey Cheadle, durante seis meses. A jovem mantinha uma rotina típica de viagem, com festas, passeios de barco e atividades ao ar livre.

Em julho de 2025, ela começou a sentir cólicas abdominais e mal-estar, acreditando se tratar de uma virose. Após tomar analgésicos, as dores se intensificaram, concentrando-se no lado direito do abdômen, o que levantou suspeita de apendicite. Diante do quadro, ela procurou atendimento no Hospital Universitário Gold Coast, em Queensland, onde exames revelaram que ela estava em trabalho de parto.

Durante o ultrassom, médicos identificaram a presença do bebê, informação que surpreendeu a jovem. Segundo ela, a gravidez parecia improvável, já que utilizava anticoncepcional e não apresentava sinais típicos, como barriga aparente ou percepção dos movimentos fetais.

A bebê nasceu cerca de 10 horas depois. Posteriormente, Sheppard descobriu que a posição da placenta, localizada na parte frontal do abdômen, dificultou a percepção dos movimentos do feto. A criança também se desenvolvia próxima à coluna, o que contribuiu para a ausência de barriga visível, conforme relatado pelo jornal The Sun.

A menina recebeu o nome de Isla-Grace. Após o nascimento, o casal passou a organizar o retorno para casa, na cidade de Doncaster, levando na bagagem uma mudança completa de planos. Em entrevistas, Sheppard afirmou que, apesar do choque inicial, hoje encara a situação com naturalidade e felicidade.

Gravidez críptica é rara, mas possível


De acordo com a American Pregnancy Association, a gravidez críptica, também chamada de oculta, ocorre quando uma pessoa não percebe que está grávida até metade da gestação (20ª semana) ou, raramente, apenas durante o trabalho de parto.

A condição afeta cerca de 1 em 400-500 gestações na 20ª semana e 1 em 2.500 no parto, caracterizando-se por menstruações irregulares, ausência de sintomas típicos e testes de gravidez negativos.  

Sheppard também convive com Doença de Graves, condição autoimune que afeta a tireoide e pode causar sintomas como perda de peso, fadiga e tontura. Em alguns casos, a doença também pode dificultar a fertilidade, o que pode ter contribuído para que ela descartasse a possibilidade de gravidez. Segundo a jovem, o pequeno ganho de peso registrado meses antes foi atribuído à mudança na alimentação e à rotina de exercícios físicos.

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