O ex-presidente Fernando Collor de Melo deve ter seu apartamento de luxo em Maceió leiloado por ordem da Justiça do Trabalho, devido a uma dívida trabalhista, com o leilão agendado para junho, aguardando confirmação judicial.
Collor, que cumpre pena em prisão domiciliar por corrupção e lavagem de dinheiro, reside em um imóvel avaliado em R$ 9 milhões, enquanto sua defesa argumenta que a dívida já foi quitada, o que é contestado pela parte reclamante.
A decisão do juiz Nilton Beltrão de Albuquerque Junior reflete a continuidade das ações judiciais relacionadas ao caso, enquanto a situação do ex-presidente permanece sob vigilância legal e pública.
O apartamento de luxo em que o ex-presidente Fernando Collor de Melo mora e cumpre pena em Maceió (AL) deve ir para leilão por determinação da Justiça do Trabalho. A decisão é do juiz Nilton Beltrão de Albuquerque Junior, do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de Alagoas.
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A informação foi divulgada pelo UOL e confirmada por O Globo. De acordo com o TRT de Alagoas, o leilão está agendado para junho, mas a decisão ainda precisa ser confirmada pelo juiz da 3ª Vara.
Collor está atualmente cumprindo prisão domiciliar no apartamento de 600 metros quadrados com vista para o mar de Maceió, piscina privativa, bar e quatro suítes. De acordo com a Justiça do Trabalho de Alagoas, o apartamento foi avaliado em R$ 9 milhões no final de 2024.
Em 2023, o ex-presidente foi condenado pelo STF a 8 anos e 10 meses pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, por envolvimento em um esquema de corrupção na BR Distribuidora.
Ele começou a cumprir a pena no Presídio Baldomero Cavalcanti de Oliveira, em Maceió (AL), e depois conseguiu prisão domiciliar humanitária por idade avançada (75 anos) e comorbidades graves, que incluem doença de Parkinson, apneia do sono grave e transtorno afetivo bipolar.
No entanto, o juiz Nilton Beltrão de Albuquerque Junior determinou que esse imóvel em que ele cumpre a pena seja vendido em leilão por conta de uma dívida trabalhista.
De acordo com o portal UOL, a defesa de Collor alega que essa dívida já foi paga. Já a defesa da trabalhadora — uma jornalista que atuou na TV Gazeta, da qual Collor é dono — afirma que em 2019 houve um acordo para ela receber R$ 80 mil em salários atrasados, mas que os valores não foram pagos integralmente.
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