Júri formaliza denúncia contra jovem por morte de bebê em armário

Publicado em 11/03/2026, às 21h10
Foto: Reprodução/Redes Sociais
Foto: Reprodução/Redes Sociais

Por Correio Braziliense

Uma ex-integrante da equipe de cheerleading da University of Kentucky, Laken Snelling, foi indiciada por homicídio culposo após a morte de seu bebê recém-nascido, com a autópsia confirmando que a criança nasceu viva, o que gerou repercussões legais significativas.

A investigação começou em agosto de 2025, quando a polícia encontrou o bebê em um saco plástico dentro do armário da jovem, levando a acusações adicionais de abuso de cadáver e ocultação de nascimento após a confirmação de que a causa da morte foi asfixia.

Snelling, que aguardava o julgamento em prisão domiciliar, pode enfrentar até 20 anos de prisão se condenada, e sua defesa alega inocência, enquanto o caso avança para as próximas etapas judiciais sem uma data definida para o julgamento.

Resumo gerado por IA

Uma ex-integrante da equipe de torcedoras de torcida da University of Kentucky foi indiciada por homicídio culposo após a morte de seu bebê recém-nascido nos Estados Unidos. A decisão foi tomada pelo júri no condado de Fayette, no estado do Kentucky, nesta terça-feira (10/3), após a divulgação do resultado da autópsia que apontou que a criança havia nascido com vida. 

A jovem, identificada como Laken Snelling, de 21 anos, também responde a outras acusações relacionadas ao caso, incluindo abuso de cadáver, manipulação de provas e ocultação de nascimento. 

A investigação começou em agosto de 2025, quando policiais foram chamados a uma residência em Lexington após a denúncia sobre um bebê sem sinais de vida. Ao chegarem ao local, os agentes encontraram o recém-nascido envolto em uma toalha dentro de um saco plástico que estava guardado em um armário do quarto da jovem. 

O menino foi declarado morto ainda no local. Inicialmente as autoridades investigavam a situação como possível ocultação de nascimento e manipulação de evidências.

Com o avanço da apuração, um exame realizado pelo médico legista concluiu que o bebê nasceu vivo e que a causa da morte foi asfixia por meios ainda não determinados. 

Durante as investigações, Snelling afirmou às autoridades que deu à luz sozinha durante a madrugada em seu quarto. Segundo registros do caso, ela relatou que o bebê caiu no chão logo após o parto e que em determinado momento, acabou adormecendo. 

Ao acordar, a jovem disse acreditar que o recém-nascido estava morto. Ela então teria enrolado a criança em uma toalha e colocado o corpo dentro de um saco plástico antes de guardá-lo no armário. 

Investigações também apontaram que ela teria limpado o quarto e descartado materiais relacionados ao parto. 

Colegas de moradia relataram ter ouvido barulhos incomuns durante a madrugada. Mais tarde, ao perceberem sinais de sangue no quarto, acionaram a polícia, o que levou à descoberta do bebê. 

Snelling foi presa poucos dias depois do ocorrido. Na época, ela era estudante universitária e integrava uma equipe esportiva ligada ao cheerleading na universidade. Após o início do processo, ela deixou a instituição. 

A jovem chegou a ser liberada após pagar fiança e atualmente aguarda o andamento do processo em regime de prisão domiciliar na casa da família no estado do Tennessee. 

Possível pena

Com a decisão do júri de incluir a acusação de homicídio culposo, o caso passa agora a avançar para as próximas etapas judiciais.

De acordo com a legislação do estado de Kentucky, uma condenação por homicídio culposo em primeiro grau pode resultar em pena de até duas décadas de prisão. 

Até o momento, a defesa da jovem afirma que ela se declara inocente das acusações. O julgamento ainda não teve data definida.

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