Justiça condena homem que tentou matar Trump à prisão perpétua nos EUA

Publicado em 04/02/2026, às 17h51
Donald Trump - Official White House / Molly Riley
Donald Trump - Official White House / Molly Riley

Por Folhapress

Ryan Routh foi condenado à prisão perpétua pela tentativa de assassinato do ex-presidente Donald Trump, ocorrida em setembro de 2024, com a juíza Aileen Cannon destacando a gravidade dos crimes e a falta de remorso do réu.

Routh foi considerado culpado de cinco acusações, incluindo tentativa de assassinato e agressão a um agente federal, após um júri avaliar que ele havia planejado meticulosamente o ataque, que não resultou em disparos, mas envolveu vigilância e ameaças.

Durante o julgamento, Routh tentou se defender, mas posteriormente solicitou um advogado, que pediu uma pena de 27 anos, enquanto o réu argumentou que não representaria mais uma ameaça ao atingir a velhice, embora tenha confessado em uma carta sua intenção de matar Trump.

Resumo gerado por IA

A justiça norte-americana condenou Ryan Routh à prisão perpétua pela tentativa de assassinato do presidente do país, Donald Trump, em seu campo de golfe em setembro de 2024.

O que aconteceu

A juíza Aileen Cannon do Tribunal Distrital Federal de Fort Pierce, na Flórida, afirmou que os crimes imputados a Routh "indiscutivelmente justificam uma sentença de prisão perpétua". "[Ele] tomou medidas ao longo de meses para assassinar um importante candidato à Presidência, demonstrou a vontade de matar qualquer um que estivesse em seu caminho e, desde então, não expressou nem arrependimento, nem remorso às suas vítimas", escreveu ela, de acordo com a BBC Internacional.

Homem ficou em silêncio enquanto a juíza lia a sentença. No mês passado, procuradores federais recomendaram a prisão perpétua, acrescentando que Routh havia "planejado meticulosamente" vigiar Trump no campo de golfe e apontaram a falta de remorso do preso.

Em setembro do ano passado, um júri de 12 membros considerou Routh culpado de cinco acusações. Entre elas estava a tentativa de assassinato de um candidato à presidência e agressão a um agente federal após apontar um rifle semiautomático em direção a um agente do Serviço Secreto. Após ser considerado culpado das acusações, o preso tentou perfurar o próprio pescoço com uma caneta, mas foi contido.

Routh se declarou inocente das acusações. Ele fez a própria defesa no julgamento, iniciado em setembro, mas, depois, solicitou o auxílio de um advogado. O defensor Martin L. Roth pediu que o tribunal condenasse o cliente a 27 anos de prisão. Já Routh argumentou que a prisão pelo período seria o suficiente, já que ele teria mais de 80 anos e não representaria nenhuma ameaça.

Relembre o caso

Routh não disparou nenhum tiro durante a tentativa de assassinato do republicano em 15 de setembro de 2024. Na ocasião, um agente do Serviço Secreto o viu perto de uma cerca próxima ao campo de golfe onde Trump praticava o esporte. O agente disparou e o homem fugiu, mas foi capturado logo depois. Em julho de 2024, Trump foi ferido na orelha durante um comício em outra tentativa de assassinato.

Provas apresentadas no julgamento indicam que o homem esteve perto do campo de golfe e da residência de Trump em Mar-a-Lago, na Flórida, antes da tentativa de homicídio. Os celulares descartáveis usados por ele também apontaram buscas por "próximos comícios de Trump" e "câmeras de trânsito em Palm Beach", informou a CNN Internacional.

Homem teria confessado tentar matar Trump em uma carta encontrada pelos investigadores do caso. "Fiz o meu melhor e usei toda a coragem que pude. Agora cabe a vocês terminar o serviço; e oferecerei 150 mil dólares a quem conseguir concluí-lo." Não há comprovação que o preso teria dinheiro para financiar o crime.

Ele também teria planejado fugir após o crime. O homem pesquisou por termos como "Como chegar ao aeroporto de Miami" e "voos para o México".

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