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Justiça da Califórnia nega processo movido pelo “bebê do Nirvana”

Metrópoles | 04/01/22 - 15h24 - Atualizado em 04/01/22 - 15h25
Instagram / Reprodução

A Justiça da Califórnia negou o processo iniciado por Spencer Elden, bebê que apareceu aos 4 meses de idade na capa do disco “Nevermind”, do Nirvana, em 1991. No ano passado, o jovem abriu um processo contra a banda sob a acusação de exploração sexual infantil comercial. Os advogados de Elden declararam que a imagem fez com que o bebê parecesse “um trabalhador do sexo – agarrando-se por uma nota de um dólar”.

De acordo com a BBC, a banda disse em dezembro que as alegações de Elden não tinham nenhum mérito e pediu o arquivamento do processo. Os advogados do grupo alegaram que, se a teoria de Elden fosse oficializada, qualquer pessoa que tivesse uma cópia do álbum “seria culpada pelo crime de posse de pornografia infantil”. “A alegação de Elden de que a fotografia na capa do álbum Nevermind é ‘pornografia infantil’ não parece séria”, disseram. Eles ainda destacaram que até pouco tempo Elden não parecia se incomodar com a notoriedade que a fotografia gerou. 

“Ele já refez a fotografia muitas vezes, tatuou o título do álbum, participou de um talk show fazendo uma paródia de si mesmo e usando um macacão em tom nude, autografou capas de cópias do álbum colocados à venda no eBay e usou esse contexto para tentar sair com mulheres”, argumentou a defesa da banda. Os advogados do jovem tinham até 30 de dezembro do ano passado para responder o pedido de anulação, mas perderam o prazo.

Segundo informações do jornal “The Guardian”, o processo acusava o total de 15 réus, incluindo membros da banda, Courtney Love (viúva de Kurt Cobain ), e a gravadora que lançou e distribuiu o disco desde 1991. Elden solicitava uma indenização de US$ 150 mil (aproximadamente R$ 787 mil) de cada um dos envolvidos e queria seu caso analisado por um júri.

Ele alega produção de pornografia infantil com a imagem, em que aparece nadando nu em direção a uma nota de um dólar, e diz que a situação provocou “sofrimento emocional extremo e permanente com manifestações físicas”. Além disso, o processo cita que ele nunca foi pago para aparecer na capa e que seus pais não assinaram uma autorização de direito de imagem.