Justiça de Alagoas marca julgamento do caso Davi após mais de uma década

Publicado em 10/02/2026, às 11h11
Julgamento acontece sob a memória de Dona Maria José, mãe de Davi, que faleceu em dezembro do ano passado - Foto: Reprodução
Julgamento acontece sob a memória de Dona Maria José, mãe de Davi, que faleceu em dezembro do ano passado - Foto: Reprodução

Por Redação

A Justiça de Alagoas agendou para 13 de abril de 2026 a nova sessão do Tribunal do Júri do Caso Davi, que envolve o desaparecimento de Davi da Silva após uma abordagem policial em 2014, aumentando as expectativas por responsabilização criminal após mais de dez anos de espera.

Davi desapareceu enquanto estava com uma pequena quantidade de maconha e, desde então, não foi mais visto; seu amigo Raniel, que era a principal testemunha, foi encontrado morto meses depois, complicando ainda mais o caso.

Com a retomada do julgamento, a urgência em combater a impunidade é ressaltada, especialmente após a morte da mãe de Davi, Dona Maria José, que não pôde ver a justiça sendo feita durante sua vida.

Resumo gerado por IA

A Justiça de Alagoas marcou para o dia 13 de abril de 2026, às 7h30, a nova sessão do Tribunal do Júri referente ao processo nº 0702627-77.2015.8.02.0001, conhecido como Caso Davi, que tramita na 8ª Vara Criminal da Capital, em Maceió.  A decisão reativa o andamento do processo e inclui o caso na pauta de julgamento, com a expedição das intimações às partes e demais envolvidos.

Davi da Silva sumiu após uma abordagem policial no bairro de Benedito Bentes, em agosto de 2014. Segundo testemunhas, ele estava com uma pequena quantidade de maconha e foi colocado dentro da viatura. Desde então, não houve mais informações sobre o paradeiro do jovem. Na ocasião, Davi estava acompanhado de Raniel Victor Oliveira da Silva, que foi encontrado morto meses após o sumiço do colega. Ele era a principal testemunha do caso.

Com a retomada do julgamento, aumenta a expectativa por responsabilização criminal no caso, que já se arrasta há mais de dez anos. O julgamento também acontece sob a memória de Dona Maria José, mãe de Davi, que faleceu em dezembro do ano passado sem acompanhar a sessão que buscava durante anos.

O Centro de Defesa da Criança e do Adolescente de Alagoas (CEDECA) destacou que a morte da mãe reforça a urgência no enfrentamento da impunidade e na garantia de justiça para crianças, adolescentes e suas famílias.

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