Mortandade de peixes em laguna de Jequiá pode ter sido causada por esgoto, aponta laudo do IMA

Análises identificaram níveis elevados de bactérias, fósforo, ferro e matéria orgânica na água

Publicado em 25/02/2026, às 16h38
Ascom IMA/AL
Ascom IMA/AL

Por Redação

A mortandade de peixes na laguna entre Mutuca e Paturais, em Jequiá da Praia, é atribuída à contaminação por esgoto, conforme laudo do Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA). A situação levanta preocupações sobre a saúde ambiental da região e suas consequências para a fauna aquática.

As análises de água revelaram níveis críticos de coliformes, Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO), ferro e fósforo, indicando poluição por esgoto não tratado e acúmulo de matéria orgânica, que afetam negativamente a qualidade da água e a vida aquática.

O laudo foi enviado ao setor de fiscalização para investigar responsabilidades e aplicar sanções, que podem ultrapassar R$ 2 milhões. A lagoa e o rio são vitais para a economia local, especialmente para as comunidades pesqueiras e a preservação do ecossistema de manguezal.

Resumo gerado por IA

A mortandade de peixes registrada neste mês de fevereiro na laguna entre os povoados Mutuca e Paturais, em Jequiá da Praia, pode estar relacionada à contaminação por esgoto e outros resíduos de origem humana. É o que aponta laudo divulgado nesta quarta-feira (25) pelo Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA).

As amostras de água foram coletadas no dia 11 de fevereiro, na foz do Rio Jequiá e na margem da Lagoa Jequiá, após denúncias sobre o aparecimento de peixes mortos. O resultado identificou níveis acima do permitido para quatro indicadores de qualidade da água: coliformes termotolerantes, Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO), ferro dissolvido e fósforo total.

A presença elevada de Escherichia coli (E. coli) em parte das amostras sugere contaminação por esgoto sem tratamento. Já o excesso de fósforo pode favorecer a proliferação de algas, processo que reduz a quantidade de oxigênio na água. O aumento da DBO também indica alta concentração de matéria orgânica, fator que contribui para o desequilíbrio ambiental e pode levar à morte de peixes.

De acordo com o órgão ambiental, o conjunto dos resultados aponta indícios de impacto causado por fontes antrópicas, como lançamento irregular de esgoto e carreamento de resíduos pelas chuvas.

O laudo foi encaminhado ao setor de fiscalização para apuração de responsabilidades e adoção das medidas cabíveis. As penalidades previstas para infrações ambientais podem ultrapassar R$ 2 milhões.

A lagoa e o rio têm importância econômica e ambiental para a região, especialmente para comunidades que dependem da pesca e para áreas de manguezal que compõem o ecossistema local.

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