O corpo de Letícia Alves de Oliveira, brasileira desaparecida há dois anos, foi encontrado em uma floresta no Canadá, com a identificação confirmada por meio de DNA. A descoberta levanta questões sobre as circunstâncias de seu desaparecimento e a falta de respostas para a família.
Letícia, natural de Goiânia e formada em Química, estava nos Estados Unidos quando desapareceu, com a última comunicação registrada em 2023. A causa provável da morte foi identificada como hipotermia ambiental, segundo a autópsia realizada após a recuperação do corpo.
A família foi informada sobre a confirmação do DNA na última quinta-feira e aguarda detalhes sobre o translado do corpo. O irmão de Letícia expressou a dor e a angústia vividas durante os anos de busca, ressaltando a falta de apoio das autoridades durante o processo.
O corpo da brasileira Letícia Alves de Oliveira, que estava desaparecida há dois anos, foi encontrado em uma floresta no Canadá. Segundo Frederico Alves de Oliveira, irmão da vítima, autoridades canadenses cruzaram o DNA do corpo com amostras genéticas de Letícia e confirmaram a identificação.
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Letícia era natural de Goiânia, mas estava nos Estados Unidos quando desapareceu. Segundo um familiar entrevistado pelo g1, a última informação que tiveram sobre Letícia foi uma conversa com ela pelas redes sociais em 2023.
Segundo o irmão de Letícia, a família foi comunicada sobre a confirmação do DNA na última quinta-feira (26). Ainda não há informações sobre o translado do corpo.
De acordo com informações da ONG Unidentified Human Remains Canada, caçadores encontraram o corpo de Letícia em uma floresta em Quebec, em abril de 2024.
"A vítima estava vestindo várias peças de roupa, incluindo um touque, casaco de inverno, jeans, meias de lã e botas de inverno. Foi realizada uma autópsia e a causa provável da morte foi hipotermia ambiental", diz o texto publicado nesta semana.
Desaparecimento
Letícia era formada em Química pela Universidade Federal de Goiás (UFG) e mestre em Ciências pelo Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA). Segundo a família, ela havia iniciado um processo de solicitação de visto americano em um escritório de advocacia em Boston, em 2023.
"Letícia sonhava alto, queria terminar seu doutorado e sonhava em viver num mundo menos intolerante. [...] Espero que eu redescubra a paz no futuro, mas agora, meu sentimento é de profunda escuridão", desabafou o irmão.
No fim daquele ano, em dezembro, a família fez contato com Letícia pela última vez. Entretanto, Frederico conta que a amostra de DNA usada para a identificação foi coletada pela Polícia de Imigração dos EUA quando ela ficou detida entre janeiro e abril de 2024.
Letícia tem uma filha, hoje com 12 anos, com quem ela falava por telefone enquanto estava no exterior. Ainda segundo o irmão, as redes sociais de Letícia foram gradualmente apagadas e a conta no Facebook deletada no início de 2024.
Frederico conta que a Polícia Federal havia arquivado o caso da irmã e que foram anos de angústia desde o desaparecimento dela. "As autoridades não escutaram nosso grito de socorro", disse ele.
Segundo o médico, Letícia sonhava alto e queria terminar o doutorado. Nos últimos anos de vida ela interrompeu os estudos no ITA para se dedicar à igreja, em trabalhos de colportagem e ações missionárias.
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