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Luisa Mell nega acusação de roubar cachorro de raça: “Óbvio que não”

Metrópoles | 16/06/21 - 22h14
Reprodução / Instagram

Acusada de “roubar” o cachorro de uma família, Luisa Mell foi parar entre os assuntos mais comentados desta quarta-feira (16/6) do Twitter. Em uma thread que viralizou na rede social, uma internauta diz que a ativista levou um animal de raça rara da casa de uma família.

“Luísa entrou na casa da família: uma mulher, um homem e um adolescente com espectro autista e levou os cachorros da própria família, um deles é um Borzoi. Pra quem não sabe, Borzoi não tem no Brasil (apenas uns 15) que é uma raça importada”, escreveu o user Pietra do Agreste.

Segundo o perfil do Twitter, a entrada no local teria acontecido de forma legal, considerando que a Justiça cumpria um mandado de busca e apreensão sobre acusação de tráfico de drogas.

Luiza nega as acusações

O Metrópoles entrou em contato com Luisa Mell, que foi surpreendida com o retorno desta história, que, segundo ela, já foi esclarecida anteriormente. Novamente, a ativista negou veemente a acusação de roubo.

“Óbvio que não [roubou o cachorro]! É tão vergonhoso eu ter que explicar isso. Eu tenho 350 cachorros, mas eu queria um de raça? Por favor, né?! Senhor, dai-me paciência”, desabafou.

De acordo com a ativista, naquela noite foram resgatados mais de 140 cachorros em um canil, entre eles o de raça Borzoi.

“É o seguinte, fui a um canil. A Justiça quem tirou os cachorros. Essa mulher [a dona do cachorro] está sendo processada por tráfico de drogas e até perdeu”, afirmou. “Inclusive, até o conselho tutelar já até foi a casa dela para tirar a guarda da criança, que nem é uma criança, tem 14 anos”, comentou.

Conforme a nota enviada por Luisa Mell ao Metrópoles, à época, a Borzoi estaria há dias, sozinha, em um quarto escuro e sem janela quando a polícia chegou.

“Mais de 140 cães, incluindo uma cadela da raça Borzoi foram apreendidos pela polícia em cumprimento a uma ordem judicial de busca e apreensão no canil de Gabriela Bueno, depois de denúncias de criação irregular de cães e tráfico de drogas”, começa o comunicado.

“Quem determinou quais cães seriam apreendidos foram as autoridades públicas, tendo o Instituto Luisa Mell apenas cumprido determinações das autoridades policiais”, diz trecho do texto.

“A Justiça tentou por mais de 1 ano encontrar Gabriela Bueno para que se defende-se nos autos da ação penal que reponde por tráfico de drogas, maus-tratos de mais de 140 animais, exercício irregular da profissão de médico veterinário, pois no local que não era uma clínica veterinária, foram encontradas cadelas suturadas com linha de pesca, anestésicos e tesouras cirúrgicas, além de foto da Gabriela que não é veterinária em uma cesária. Sem sucesso depois de mais de um ano na tentativa de encontrá-la, a juíza entendeu que ela sabia da ação e a deu como citada esse mês”, continua a nota.

Um vídeo que mostra o local onde os cachorros foram encontrados foi enviado junto ao posicionamento acerca da polêmica. As imagens mostra o local sujo de fezes e dezenas de filhotes.

Erro da veterinária

Durante a conversa com o Metrópoles, sobre a certidão de óbito dada ao cachorro de raça, de acordo com o relato no Twitter, Luisa Mell afirmou que houve um erro no laudo feito pela veterinária.

“É muita sacanagem fazer isso. A veterinária salva um milhão de cachorros, aí quando ela erra… Ela fez dois mil laudos e houve uma troca de laudos. A gente mesmo abriu o processo e já resolveu. Mas sim, ela errou. Eu não posso julgar uma menina que faz dois mil laudos, você tem ideia do que é isso? É uma maldade”, relatou.

Questionada sobre a atual tutela do cachorro em questão, que está vivo, Luisa explicou que ele está em um lar temporário.

“Está com uma família, esse cachorro. Eu já peguei 2 mil cachorros, todo mundo viu. Não tem como eu ficar com eles a vida inteira, então eles estão em lares temporários. Se quiserem, eu mostro o processo inteiro. Ela é uma bandida e eu não”, disse.

Perseguição

Ainda segundo a nota, Luisa, o Instituto e as autoridades têm sofrido com a perseguição da antiga dona da Borzoi há meses.

De acordo com os advogados da ativista, Gabriela já foi condenada liminarmente a manter distância e, na semana passada, condenada a remover das redes sociais diversas acusações caluniosas, como a que uma Borzoi teria sido roubada, mas ainda não foi localizada pelo oficial de justiça.