Lula condena ataque dos EUA à Venezuela e cobra resposta da ONU

Publicado em 03/01/2026, às 10h50
O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva - Marcelo Camargo / Agência Brasil
O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva - Marcelo Camargo / Agência Brasil

Por Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou os ataques dos Estados Unidos à Venezuela e a captura do presidente Nicolás Maduro, considerando esses atos uma grave violação da soberania e um risco para a estabilidade internacional.

Lula destacou que tais ações representam um retrocesso nas relações internacionais e relembram momentos de interferência indesejada na política da América Latina, colocando em risco a paz na região.

O presidente pediu uma resposta firme da ONU e reafirmou a disposição do Brasil em promover o diálogo e a cooperação, condenando o uso da força como solução para conflitos.

Resumo gerado por IA

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se pronunciou na manhã deste sábado sobre os ataques dos Estados Unidos à Venezuela e a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores. Lula condenou a ação militar e cobrou uma resposta vigorosa da Organização das Nações Unidas (ONU).

"Os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável. Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional. Atacar países, em flagrante violação do direito internacional, é o primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade, onde a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo", disse Lula, por meio das redes sociais.

"A condenação ao uso da força é consistente com a posição que o Brasil sempre tem adotado em situações recentes em outros países e regiões. A ação lembra os piores momentos da interferência na política da América Latina e do Caribe e ameaça a preservação da região como zona de paz. A comunidade internacional, por meio da Organização das Nações Unidas, precisa responder de forma vigorosa a esse episódio. O Brasil condena essas ações e segue à disposição para promover a via do diálogo e da cooperação."

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