O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou uma lei que permite o pagamento retroativo de benefícios a servidores públicos suspensos durante a pandemia, visando restaurar direitos que foram congelados entre 2020 e 2021 como condição para ajuda financeira federal.
A lei abrange benefícios como anuênio e quinquênio, mas a recomposição depende da disponibilidade orçamentária e da aprovação na lei orçamentária, refletindo a necessidade de equilibrar as contas públicas após o congelamento imposto pelo governo anterior.
A medida, aprovada pelo Congresso no final de 2025, busca corrigir os impactos das restrições anteriores e devolver autonomia aos estados e municípios, apresentando-se como uma estratégia favorável em um ano eleitoral.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou uma lei que autoriza o pagamento de benefícios retroativos para servidores públicos que haviam sido suspensos durante a pandemia da Covid-19, em texto publicado no DOU (Diário Oficial da União) nesta terça-feira (13).
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A lei permite que estados e municípios façam o pagamento de retroativos de anuênio, triênio, quinquênio, sexta-parte, licença-prêmio e outros benefícios dados a servidores públicos que haviam sido suspensos durante a crise sanitária. A recomposição só poderá ocorrer se houver disponibilidade no orçamento e após aprovação na lei orçamentária.
A medida é uma resposta ao congelamento de benefícios para servidores que ocorreu entre 28 de maio de 2020 e 31 de dezembro de 2021, que era uma condição da ajuda financeiro do governo federal aos estados e municípios durante a pandemia.
A injeção de R$ 60 milhões no caixa de estados e municípios, durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), dependia da suspensão de reajustes e outros atos que pudessem gerar aumento de despesas com pessoal, incluindo os benefícios para servidores.
Na época, a medida também proibiu que estados e municípios usassem o período entre maio de 2020 e dezembro de 2021 para dar adicionais por tempo de serviço, como anuênios, quinquênios, entre outros. Esses benefícios existem sobretudo nos estados e municípios, de modo a permitir aumentos salariais para servidores que atuam na administração pública há mais tempo.
A lei sancionada nesta semana permite que o pagamento desses valores atrasados. Em ano eleitoral, a medida apresenta uma vantagem para governos estaduais.
O projeto de lei havia sido aprovado no Congresso no fim de 2025, após uma série de outras propostas terem sido apresentadas desde que o congelamento dos benefícios havia sido suspenso, ainda durante a pandemia.
Segundo o governo, a busca corrigir os impactos dessas restrições e devolver aos entes federativos a autonomia para decidir sobre o tema.
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