Uma mulher de 31 anos quase morreu devido a uma reação alérgica grave chamada anafilaxia, que ocorreu enquanto dormia e resultou em uma coloração verde no seu leite materno. O episódio foi desencadeado por uma condição imunológica desconhecida, levando-a a desmaiar e ser socorrida pelo ex-parceiro.
Tia Doyle, que não tinha histórico de alergias, foi diagnosticada com síndrome de ativação de mastócitos monoclonais, uma doença rara que provoca reações alérgicas recorrentes. Ela acredita que o estresse e o cansaço de cuidar de seu bebê recém-nascido possam ter contribuído para a crise.
Após o incidente, Tia adotou medidas de segurança, como a instalação de um alarme de pânico, para lidar com possíveis futuras reações. Ela também notou uma mudança no leite materno, que ficou esverdeado, possivelmente devido ao aumento de células imunológicas em seu corpo.
Uma mãe de dois filhos quase morreu após sofrer uma reação alérgica incomum, que aconteceu enquanto ela dormia, fazendo com que seu leite materno ficasse verde.
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Segundo o jornal britânico The Mirror, Tia Doyle, de 31 anos, acordou no meio da noite com uma forte dor de estômago e, após ter episódios de vômito e diarreia, pensou que a causa pudesse ser algo que havia comido. Em poucos minutos, contudo, suas vias aéreas começaram a se fechar e ela acabou desmaiando.
Ao ser encontrada inconsciente no chão por seu ex-parceiro, ela foi levada às pressas para o hospital, onde recebeu o diagnóstico de anafilaxia – uma reação alérgica grave, que pode levar à morte.
Doença imunológica era desconhecida por ela
Tia, que mora em Devon, na Inglaterra, não tinha histórico de alergias ou intolerâncias até o episódio em questão. Contudo, exames feitos após o episódio apontaram que ela tem síndrome de ativação de mastócitos monoclonais.
Trata-se de uma doença imunológica rara, que provoca episódios recorrentes de alergia e pode surgir em qualquer idade, com sintomas desencadeados especialmente por fatores como alimentação, esforço físico, condições ambientais, estresse emocional ou picadas de insetos.
A mulher afirmou que não sabe exatamente o que desencadeou a anafilaxia, mas acredita que o cansaço e o estresse de cuidar de seu bebê recém-nascido possam ter contribuído.
“Na semana anterior comecei a me sentir muito mal, com vômitos e diarreia, então, liguei para o 111 [número usado na Inglaterra para necessidades médicas urgentes que não representem risco de vida]. Quando me retornaram algumas horas depois, eu já me sentia bem novamente”, ela relatou.
E completou: “Uma semana depois, tudo estava normal e fui dormir como de costume, antes de acordar às 4h da manhã com uma forte dor de estômago. Comecei a sentir calor e suar bastante e pensei que tinha comido algo estragado”.
Ela contou que, rapidamente, percebeu que algo estava errado. “Senti como se o quarto estivesse desabando e tive uma sensação terrível no estômago. Eu sabia que algo muito ruim estava acontecendo.”
“Disquei 999 [número para emergências com risco de vida], eles pediram meu endereço e não me lembro de mais nada depois disso – eu desmaiei. Sentia minha garganta fechando e me lembro de colocar os dedos nela tentando mantê-la aberta.”
Segundo Tia, a experiência foi extremamente assustadora e mudou sua rotina desde então. “Sou mãe solo e fico em casa com dois filhos. Agora tenho um daqueles alarmes de pânico. Se você entrar em anafilaxia completa, pode ser fatal se não receber tratamento”, explicou.
Ela acredita que só sobreviveu porque o ex-parceiro acordou a tempo de ajudá-la. “Acho que se ele não tivesse acordado, eu teria morrido. Meu corpo estava começando a entrar em colapso. Minha garganta estava inchada e minha respiração estava muito difícil.”
Mudança inesperada no leite materno
Na época do episódio, Tia estava amamentando seu bebê de três meses. Após receber alta hospitalar, ela percebeu que o leite materno estava com uma coloração diferente, esverdeada. “Quando saí do hospital, precisei extrair leite e, pelo resto do dia, ele estava com essa cor verde pútrida e transparente. Foi bizarro”, contou ao The Mirror.
Segundo seu relato, acredita-se que a alteração no tom do leite possa ser causada por um aumento nos níveis de imunoglobulinas, glóbulos brancos e leucócitos, que são as células responsáveis por ajudar o organismo a combater doenças.
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