Um parto de gêmeos virou caso de polícia, na cidade de Arapiraca, região Agreste de Alagoas. A jovem Joyce Gomes da Silva, viu sua vida virar do avesso no momento que era para ser de felicidade.
Um parto de gêmeos virou caso de polícia, na cidade de Arapiraca, região Agreste de Alagoas. A jovem Joyce Gomes da Silva, viu sua vida virar do avesso no momento que era para ser de felicidade.
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Em entrevista ao TNH1, a autônoma contou que estava com oito meses de gestação quando a bolsa rompeu. Ela deu entrada em um hospital do município no dia 30 de novembro de 2022, mas precisou ser transferida para o Hospital Regional de Arapiraca devido à complexidade do caso. No entanto, segundo a mulher, o parto só ocorreu no dia 04 de dezembro, cinco dia após procurar a primeira unidade hospitalar.
Joyce disse que nesse ínterim as equipes estariam tentando forçar um parto normal, mas este só foi possível através de cesariana. Foi então que o sonho de Joyce virou um pesadelo. Ela entrou na sala de parto sozinha porque seu marido foi impedido de acompanhar o nascimento dos filhos e só teve acesso a um dos meninos.
Ela disse que não sabe o que aconteceu. Não chegou a ver o primeiro filho que nasceu. Questionou a equipe e eles se limitaram a dizer que o menino "não se desenvolveu". Já o segundo morreu três dias após o parto.
"Ele estava aparentemente bem, chorou, estava com a pele rosada, como mostra a foto que tirei, e não havia nenhum hematoma ou marca no corpinho dele. Por isso não entendi quando a equipe chegou informando, pouco tempo depois, que meu filho estava na UTI. Levei um susto quando fui vê-lo e ele estava com a cabeça enfaixada, com um calombo na testa e várias marcas roxas pelos corpo. Eu já estava em casa de alta quando recebi a notícia de que meu bebê tinha morrido", denuncia.

Assim que conseguiu se reerguer ela procurou o hospital em busca de respostas. Não conseguiu ter acesso ao seu prontuário médico, não sabe porque seu esposo não pôde acompanhar o parto, não sabe o que fizeram com o corpo do primeiro bebê e recebeu como resposta que os hematomas do corpo do segundo bebê foram fruto do parto. "Agora estou me perguntando se levaram meu bebê sadio e me entregaram apenas o bebê que morreu", questiona.
Para tentar dirimir as dúvidas ela e o marido registraram boletim de ocorrência na Central de Flagrantes de Arapiraca e contrataram advogado para tentar conseguir as respostas que precisam do hospital. "Só eu sei o que estou passando, como estou por dentro", desabafa.
Hospital ainda não se pronunciou - O TNH1 tentou contato com o Hospital Regional de Arapiraca, que é uma instituição filantropica, mas até o fechamento da matéria não houve resposta, ficando aberto o espaço.
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