Mãe faz alerta após pequena lesão no couro cabeludo da filha revelar infecção grave

Publicado em 15/01/2026, às 23h28
Foto: Reprodução/Redes Sociais
Foto: Reprodução/Redes Sociais

Por Revista Crescer

Maria Eduarda, uma menina de 9 anos do Rio de Janeiro, enfrentou um grave problema de saúde após um diagnóstico incorreto de um machucado no couro cabeludo, que se revelou uma infecção por um fungo chamado Kerion Celsi, resultando em internação e tratamento intensivo.

A família buscou ajuda médica por quase dois meses, passando por quatro médicos que não identificaram corretamente a condição, o que agravou o quadro e levou a uma infecção bacteriana secundária.

Após a internação e tratamento com antibióticos, Maria iniciou um regime de tratamento prolongado para combater o fungo, enquanto sua mãe compartilhou a experiência nas redes sociais para alertar outras famílias sobre a doença e a importância de diagnósticos precisos.

Resumo gerado por IA

O que parecia apenas um machucadinho que coçava na cabeça acabou se transformando em um drama de quase dois meses para a família de Maria Eduarda Fonseca Chardeli, de 9 anos, moradora de Campo Grande, no Rio de Janeiro. Após passar por quatro médicos diferentes e receber diagnósticos e tratamentos equivocados, a menina foi internada com uma infecção grave causada por um fungo agressivo chamado Kerion Celsi.

Em entrevista à CRESCER, Nathalia Enne, mãe de Maria, contou que a filha começou reclamando de um machucadinho no couro cabeludo que coçava bastante. “Quando olhei, à primeira vista, achei que fosse caspa. Mas, depois de uns dias o aspecto mudou e achei estranho, porque nunca tinha visto algo assim”, relatou.

A família passou quase dois meses em busca de um diagnóstico. Nesse período, Maria foi atendida por quatro médicos diferentes, que prescreveram remédios distintos — nenhum deles adequado ao problema real.

“Os remédios não faziam nenhum efeito, porque não eram para o que ela tinha. As feridas foram evoluindo muito, aumentando, com secreção, cheiro ruim, queda de cabelo… Ela sentia muita dor. Foi um sofrimento enorme”, disse Nathalia.

Sem ver melhora e com o quadro se agravando, a mãe decidiu levar a filha a um hospital de emergência. “Corri com ela pedindo, pelo amor de Deus, que me ajudassem e fizessem algo pela minha filha. Eu não voltaria para casa sem uma solução”, lembrou.

Foi, então, que veio o diagnóstico: Maria estava com Kerion Celsi, um fungo agressivo em sua forma mais grave. Por causa do atraso no diagnóstico, ela acabou desenvolvendo uma infecção bacteriana e precisou ficar internada por oito dias, recebendo antibiótico na veia a cada quatro horas.

Maria recebeu alta com a infecção tratada, mas o fungo se mostrou resistente. Ela iniciou um tratamento de pelo menos três meses, com remédio manipulado e uso de shampoo três vezes por semana.

“Hoje, ela não sente tanta dor, o cabelo já está crescendo em alguns lugares e já tem um aspecto saudável, mas o fungo ainda está presente”, contou a mãe. Em janeiro, Maria completou três meses de tratamento e segue em acompanhamento médico para avaliar se será necessário continuar.

Nathalia decidiu compartilhar a história no TikTok após sugestão de uma amiga que trabalha com internet. A ideia era alertar outras mães. “Ela ficou em choque com a doença, porque nunca tinha visto – nem eu. Então me deu a ideia de compartilhar como um alerta”, disse.

O vídeo viralizou e recebeu milhares de interações, com perguntas, dúvidas e relatos de outras mães que passaram por situações parecidas. “Nunca imaginei que fosse chegar nessa proporção. Muita gente ficou com receio por nunca ter visto essa doença”, afirmou a mãe.

O que é o Kerion Celsi?

De acordo com informações do Genetic and Rare Diseases (GARD) Information Center, Kerion Celsi é uma forma mais grave de micose no couro cabeludo (chamada tinea capitis) causada por fungos dermatófitos como Trichophyton e Microsporum.

Ele aparece como uma placa inchada, dolorosa, com pus e crostas, geralmente em crianças, e é resultado de uma resposta exagerada do corpo à infecção fúngica. Pode coçar, doer e causar queda de cabelo na área afetada, e sem tratamento pode deixar cicatriz e perda de cabelo permanente.

O que mais marcou Nathalia foi a dificuldade dos profissionais em identificar o problema. Durante a internação, médicos residentes iam diariamente ao quarto de Maria para conhecer o caso. “A médica levava eles até lá, mostrava a cabeça da Maria e dizia: ‘Anotem o que vocês estão vendo e nunca esqueçam o nome Kerion Celsi, porque ela está aqui hoje por conta de diagnósticos errados’”, relatou.

Por fim, segundo Nathalia, a infecção bacteriana só aconteceu por causa da demora no diagnóstico correto. “Isso é triste e inadmissível”, desabafou.

Confira a seguir os vídeos compartilhados por Nathalia:

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