Mau hálito: veja as causas que não estão relacionadas à higiene bucal

Condições de saúde podem favorecer a halitose, exigindo tratamento específico

Publicado em 25/02/2026, às 16h00
A halitose nem sempre está relacionada à falta de higiene bucal (Imagem: antoniodiaz | Shutterstock)
A halitose nem sempre está relacionada à falta de higiene bucal (Imagem: antoniodiaz | Shutterstock)

Por Redação EdiCase

O mau hálito, ou halitose, é um problema comum e nem sempre está relacionado à falta de higiene bucal. Embora escovação irregular e acúmulo de restos alimentares sejam causas comuns, parte dos casos tem origem em condições sistêmicas ou problemas de saúde mais complexos.

O dentista e professor do curso de Odontologia da Unime Lauro de Freitas, Rildo Batista Freire, aponta que entre as causas não relacionadas à higiene estão doenças respiratórias, como sinusite e infecções na garganta, que produzem odores desagradáveis devido à presença de bactérias e secreções nessas regiões. Problemas gastrointestinais, incluindo refluxo ácido e gastrite, também podem contribuir, uma vez que alterações digestivas influenciam o odor do hálito.

“Outros fatores incluem distúrbios metabólicos e doenças crônicas, como diabetes e insuficiência renal, que geram compostos químicos exalados pela respiração. O uso de certos medicamentos que reduzem a produção de saliva, tabagismo e ingestão frequente de álcool também podem intensificar a halitose, mesmo com cuidados adequados de escovação e fio dental”, explica.

Sinais de alerta para halitose de origem não bucal

Os sinais de alerta para a halitose de origem não bucal incluem:

  • Mau hálito persistente, mesmo após higienização completa; g
  • Gosto metálico ou amargo na boca;
  • Boca seca constante;
  • Dor abdominal;
  • Tosse frequente.

Nesses casos, é essencial procurar um profissional de saúde, seja dentista, otorrinolaringologista ou gastroenterologista, para investigar a causa subjacente e determinar o tratamento adequado.

Tratamento da halitose

O tratamento da halitose é multiprofissional e depende da origem do problema. “Quando associada a doenças sistêmicas, controlar a condição principal geralmente reduz significativamente o mau hálito. Já medidas como hidratação adequada, higienização completa da língua e uso de enxaguantes bucais podem ser aliados enquanto se investiga a causa”, completa Rildo Batista Freire.

Mulher bebendo água em copo de vidro
Beber água regularmente evita boca seca, que favorece a proliferação de bactérias causadoras da halitose (Imagem: Krakenimages.com | Shutterstock)

Dicas para reduzir ou eliminar a halitose

Identificar a origem correta é o primeiro passo para o tratamento eficaz e para melhorar a qualidade de vida e a confiança social do paciente. Aqui estão algumas dicas práticas e eficazes para reduzir ou eliminar a halitose:

1. Higiene bucal completa

Escove os dentes pelo menos três vezes ao dia e use fio dental diariamente para remover restos alimentares e placa bacteriana. Não esqueça da língua; muitas bactérias que causam mau hálito se acumulam na parte de trás da língua. Utilize um raspador lingual ou escova macia. Troque a escova de dentes a cada três meses ou quando as cerdas estiverem gastas.

2. Hidratação e estímulo da saliva

Beba água regularmente para evitar boca seca, que favorece a proliferação de bactérias. Goma de mascar sem açúcar ou balas de menta sem açúcar ajudam a estimular a produção de saliva.

3. Alimentação equilibrada

Evite excessos de alho, cebola, álcool e café, que podem intensificar o mau hálito. Inclua na rotina alimentos ricos em fibras, frutas e vegetais crus, que ajudam a limpar naturalmente os dentes e a boca.

4. Cuidados com a boca seca

Evite fumar e reduza o consumo de álcool, pois eles ressecam a boca. Em casos de boca seca persistente, existem sprays e pastilhas salivares indicados por dentistas.

5. Enxaguantes e produtos bucais

Use enxaguantes conforme recomendação do dentista. Evite enxaguantes com álcool e com apenas aromatizantes, que mascaram o odor, mas não eliminam a causa.

6. Consultas regulares

Faça consultas preventivas odontológicas a cada 6 meses para evitar cárie, gengivite, placa bacteriana e cálculo que podem favorecer halitose. Se o mau hálito persistir mesmo com higiene adequada, procure um cirurgião-dentista para começar a investigação e possíveis encaminhamentos.

Por Camila Souza Crepaldi



Gostou? Compartilhe