Médica francesa é assassinada e tem corpo carbonizado na Paraíba; suspeito é encontrado morto

Publicado em 17/03/2026, às 13h36
Médica francesa aposentada Chantal Etiennette Dechaume, 73, morta pelo companheiro em João Pessoa (PB) - Reprodução / TV Cabo Branco
Médica francesa aposentada Chantal Etiennette Dechaume, 73, morta pelo companheiro em João Pessoa (PB) - Reprodução / TV Cabo Branco

Por Folhapress

Uma médica francesa de 73 anos foi assassinada pelo companheiro em João Pessoa, com o corpo encontrado carbonizado dentro de uma mala, caracterizando o caso como feminicídio. O suspeito, Altamiro Rocha dos Santos, foi encontrado morto um dia após o crime, levando a polícia a investigar as circunstâncias de sua morte.

A investigação revelou que o crime ocorreu após um desentendimento entre o casal, e que Altamiro, que usava drogas, teria pago uma pessoa em situação de rua para queimar o corpo de Chantal. Imagens de câmeras de segurança mostram Altamiro transportando a mala com o corpo na noite do crime.

A polícia já identificou o responsável por incendiar o corpo e realiza buscas para encontrá-lo, enquanto a morte de Altamiro é investigada sob a suspeita de envolvimento com uma organização criminosa, possivelmente em resposta ao feminicídio. O corpo de Chantal está sob análise no Instituto de Polícia Científica da Paraíba, e o consulado francês foi acionado para localizar seus familiares.

Resumo gerado por IA

Uma médica francesa de 73 anos foi morta pelo companheiro e teve o corpo colocado em uma mala e carbonizado em João Pessoa (PB), segundo a Polícia Civil.

O caso é tratado como feminicídio. De acordo com a investigação, Chantal Etiennette Dechaume foi assassinada pelo parceiro, Altamiro Rocha dos Santos, que foi encontrado morto um dia após o corpo da mulher ser encontrado.

A Polícia Civil considera concluída a investigação sobre a morte da mulher, e mantém um inquérito separado para apurar as circunstâncias da morte do suspeito.

O corpo de Chantal foi localizado no dia 11 de março dentro de uma mala incendiada no bairro de Manaíra, na zona leste da capital paraibana. Segundo a polícia, o último registro da mulher com vida pelas câmeras internas do condomínio onde ela morava com Altamiro ocorreu na tarde de 7 de março.

Imagens de câmeras mostram Altamiro descendo pelo elevador levando um carrinho com uma mala, onde estaria o corpo de Chantal, na noite do dia 10. O homem também teria sido o responsável pela compra de um galão de álcool no dia anterior.

A apuração indica que o companheiro teria pago a uma pessoa em situação de rua, oferecendo drogas, para atear fogo ao corpo na madrugada do dia 11.

De acordo com investigadores, o crime contra a médica teria ocorrido após um desentendimento entre o casal, relatado por testemunhas. A polícia também afirma que o homem fazia uso de drogas, o que gerava conflitos na relação.

Os investigadores já identificaram o responsável por incendiar o corpo de Chantal e realizam buscas para encontrá-lo.

Já o corpo de Altamiro foi encontrado decapitado e com as mãos e pés amarrados, no bairro João Agripino, no dia 12.

A principal linha de apuração é que a morte tenha relação com integrantes de uma organização criminosa, possivelmente motivada pela repercussão do feminicídio e da presença policial intensificada no bairro.

Segundo a polícia, Chantal mantinha um relacionamento com Altamiro, natural do Rio Grande do Sul, desde o início da pandemia. Os dois se conheceram na orla de João Pessoa, onde o suspeito vendia artesanato.

Ela exercia a medicina na França e se mudou para João Pessoa após se aposentar. Chantal vivia em um apartamento no bairro de Tambaú e tinha como única fonte de renda a aposentadoria, que também sustentava o companheiro, que morava com ela e não possuía renda fixa.

O corpo de Chantal está no IPC (Instituto de Polícia Científica da Paraíba), onde passou por perícia. A polícia informou ainda que acionou o consulado francês no Brasil para tentar localizar familiares da vítima e fazer a liberação do corpo.

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