Médico afirma ter sido demitido de hospital após abrir conta no OnlyFans

Publicado em 11/02/2026, às 20h11
Foto: Reprodução/Redes Sociais
Foto: Reprodução/Redes Sociais

Por Extra Online

Um médico da província de Córdoba, Argentina, denunciou ter sido desligado do hospital municipal de La Calera por ter uma conta no OnlyFans, gerando debates sobre discriminação e a separação entre vida profissional e pessoal.

Nico Zetta afirmou que sua demissão foi diretamente relacionada à sua presença na plataforma, destacando que nunca produziu conteúdo durante o horário de trabalho e que a qualidade do atendimento deveria ser a principal preocupação.

A Prefeitura de La Calera negou a demissão, alegando que o contrato do médico não foi renovado devido a uma reestruturação interna, sem fornecer detalhes sobre os critérios utilizados para essa decisão.

Resumo gerado por IA

Um médico da província de Córdoba, na Argentina, tornou pública a denúncia de que teria sido desligado do hospital municipal onde atuava em La Calera por manter uma conta no OnlyFans. Nico Zetta afirma que a decisão das autoridades locais teve relação direta com sua presença na plataforma de conteúdo adulto, o que provocou repercussão nas redes sociais e levantou questionamentos sobre possíveis práticas de discriminação no ambiente de trabalho, além dos limites entre vida profissional e vida privada.

Em vídeo publicado em seus perfis, o médico relatou sua versão dos fatos ao deixar o prédio da prefeitura.

“Eles me demitiram simplesmente porque tenho uma conta no OnlyFans. É incompatível com meu trabalho como médico”, afirmou, ironizando a situação ao dizer “muito obrigado, Calera”.

Zetta também esclareceu que segue atuando em regime de plantão em outras cidades, como La Falda. O caso foi repercutido pelo site Córdoba.Gay, que classificou o episódio como um exemplo de discriminação e ressaltou que o profissional nunca produziu conteúdo em ambientes hospitalares ou durante o horário de trabalho.

Na mesma mensagem, o médico questionou a postura da administração municipal ao vincular sua vida privada a sua atuação profissional. Segundo ele, o que deveria ser avaliado é a qualidade do atendimento prestado à população, e não suas escolhas pessoais fora do expediente.

“Não vou ficar num lugar onde as pessoas são tão fechadas que não conseguem aceitar que se pode ter as duas coisas. O importante é a qualidade do atendimento, não o que se faz nas horas vagas”, afirmou.

Procurada pelo portal ElDoce.tv, a Prefeitura de La Calera negou que tenha havido demissão. Em nota, a administração municipal afirmou que o contrato do médico não foi renovado em razão de um processo de reestruturação interna, sem fornecer mais detalhes sobre os critérios adotados.

“O médico em questão não foi demitido; em vez disso, devido a um processo de reestruturação interna, seu contrato não foi renovado”, declararam oficialmente, sem fornecer mais detalhes.

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