Um médico da província de Córdoba, Argentina, denunciou ter sido desligado do hospital municipal de La Calera por ter uma conta no OnlyFans, gerando debates sobre discriminação e a separação entre vida profissional e pessoal.
Nico Zetta afirmou que sua demissão foi diretamente relacionada à sua presença na plataforma, destacando que nunca produziu conteúdo durante o horário de trabalho e que a qualidade do atendimento deveria ser a principal preocupação.
A Prefeitura de La Calera negou a demissão, alegando que o contrato do médico não foi renovado devido a uma reestruturação interna, sem fornecer detalhes sobre os critérios utilizados para essa decisão.
Um médico da província de Córdoba, na Argentina, tornou pública a denúncia de que teria sido desligado do hospital municipal onde atuava em La Calera por manter uma conta no OnlyFans. Nico Zetta afirma que a decisão das autoridades locais teve relação direta com sua presença na plataforma de conteúdo adulto, o que provocou repercussão nas redes sociais e levantou questionamentos sobre possíveis práticas de discriminação no ambiente de trabalho, além dos limites entre vida profissional e vida privada.
Em vídeo publicado em seus perfis, o médico relatou sua versão dos fatos ao deixar o prédio da prefeitura.
“Eles me demitiram simplesmente porque tenho uma conta no OnlyFans. É incompatível com meu trabalho como médico”, afirmou, ironizando a situação ao dizer “muito obrigado, Calera”.
Zetta também esclareceu que segue atuando em regime de plantão em outras cidades, como La Falda. O caso foi repercutido pelo site Córdoba.Gay, que classificou o episódio como um exemplo de discriminação e ressaltou que o profissional nunca produziu conteúdo em ambientes hospitalares ou durante o horário de trabalho.
Na mesma mensagem, o médico questionou a postura da administração municipal ao vincular sua vida privada a sua atuação profissional. Segundo ele, o que deveria ser avaliado é a qualidade do atendimento prestado à população, e não suas escolhas pessoais fora do expediente.
“Não vou ficar num lugar onde as pessoas são tão fechadas que não conseguem aceitar que se pode ter as duas coisas. O importante é a qualidade do atendimento, não o que se faz nas horas vagas”, afirmou.
Procurada pelo portal ElDoce.tv, a Prefeitura de La Calera negou que tenha havido demissão. Em nota, a administração municipal afirmou que o contrato do médico não foi renovado em razão de um processo de reestruturação interna, sem fornecer mais detalhes sobre os critérios adotados.
“O médico em questão não foi demitido; em vez disso, devido a um processo de reestruturação interna, seu contrato não foi renovado”, declararam oficialmente, sem fornecer mais detalhes.
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