Médico de UPA presta queixa por suposta ameaça feita por goleiro do Coruripe

Um médico de plantão na UPA de Marechal Deodoro, Litoral Sul de Alagoas, registrou um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) por ameaça e desacato contra o goleiro do Coruripe, Gustavo Pereira, nesse domingo (14).

Publicado em 15/01/2018, às 12h49

Por Redação

Um médico de plantão na UPA de Marechal Deodoro, Litoral Sul de Alagoas, registrou um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) por ameaça e desacato contra o goleiro do Coruripe, Gustavo Pereira, nesse domingo (14). Segundo a denúncia, o jogador teria agredido verbalmente o médico durante atendimento no último fim de semana.

De acordo com informações colhidas com funcionários da unidade de saúde, que tiveram a identidade preservada pelo TNH1, Gustavo Pereira teria chegado com um amigo ao local e tinha um ferimento no rosto, que sangrava muito. Mesmo machucado, o jogador exigiu que fosse atendido rapidamente, alegando que todos os servidores estariam ali para servi-lo, ainda conforme os relatos das testemunhas.

“Só conseguimos realizar a sutura em seu supercílio após a chegada da polícia, que conseguiu controlá-lo”, contou uma das testemunhas, que estava de plantão. “Ele estava aparentemente embriagado e muito agressivo, falando muitos palavrões e dizendo que quem tinha feito aquilo com ele iria morrer”, acrescentou.

O TCO foi realizado na Central de Flagrantes de Maceió, segundo confirmou ao TNH1 o comandante da 5ª Companhia da Polícia Militar, major Eliezer Lisboa. Ele apurou com os militares da companhia que o jogador desacatou funcionários e até os policiais, mas só o médido decidiu registrar a queixa.

Duas versões

Para o ferimento do jogador, há duas versões divergentes. A primeira, que é de conhecimento da polícia, é de que Gustavo teria ido a um show na Barra de São Miguel onde se envolveu em uma briga. Lá, ele teria sofrido o ferimento e sido socorrido até a UPA.

Ouvido pelo TNH1, o jogador contou outra versão. Ele disse que foi abordado por três ou quatro homens, na porta de casa, em Marechal, quando chegava de carro, e foi rendido. Um dos homens teria tentado ligar o veículo, mas não conseguiu e mandou que Gustavo fizesse isso, o que ele negou.

Nesse momento, os homens o teriam agredido até que ele ficasse desacordado. Um vizinho, ainda segundo o jogador, foi quem o socorreu.

Na UPA, Gustavo disse que encontrou o médico dormindo. Em seguida, disse que foi tratado como “maloqueiro”, até dizer que era jogador de futebol. “Depois, ele me tratou muito bem”, disse, já encerrando a entrevista, por telefone.

O Coruripe se pronunciou por meio da assessoria de imprensa e informou que ouviu a versão do jogador, por telefone, mas o aguarda para o treino, nesta tarde, para esclarecer os fatos. O time também tomou conhecimento informalmente sobre a queixa, mas não teve acesso ao TCO.

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