O aumento de casos de meningite em Maceió levou a Secretaria Municipal de Saúde a implementar uma vacinação de bloqueio contra o sorogrupo C, focada em bairros afetados, gerando preocupações na população sobre a doença e as vacinas disponíveis.
A meningite, que pode ser causada por diversos agentes, incluindo bactérias e vírus, apresenta riscos significativos, especialmente as formas bacterianas, que se espalham principalmente por vias respiratórias e, em alguns casos, pela via fecal-oral.
A vacinação está disponível no SUS e em clínicas particulares, com a SMS prorrogando o prazo para a imunização até a última sexta-feira, enquanto um caso de meningite viral em um estudante foi confirmado, seguindo os protocolos de saúde estabelecidos.
O recente aumento nos casos de meningite em Maceió colocou a população em alerta e mobilizou as autoridades de saúde pública nas últimas semanas. A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) iniciou uma vacinação de bloqueio contra o sorogrupo C, estrategicamente para os moradores dos bairros onde houve registros da doença. No entanto, a comunidade ficou com dúvidas sobre as variações da enfermidade, as vacinas disponíveis e os critérios de imunização para cada grupo.
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Em termos médicos, a meningite se caracteriza pela inflamação das meninges, as membranas que revestem e protegem o sistema nervoso central, composto pelo cérebro e pela medula espinhal.
Trata-se de uma condição de origem diversa e complexa: embora as causas bacterianas sejam as mais preocupantes devido ao potencial de gravidade, a doença também pode ser desencadeada por vírus, fungos, parasitas ou processos inflamatórios não infecciosos.
Vacinação
"Quem já completou o esquema vacinal não precisa se dirigir às unidades. Gestantes e lactantes também podem receber a vacina, desde que apresentem indicação médica", reforçou a SMS que havia prorrogado o período para a comunidade receber a dose do imunizante até esta sexta-feira (06). Clique aqui e veja onde procurar.
Transmissão
A dinâmica de contágio varia de acordo com o agente causador. A transmissão entre pessoas continua sendo o principal fator de risco. No caso das meningites bacterianas e virais, a disseminação ocorre pelas vias respiratórias, por meio de gotículas e secreções expelidas pelo nariz e pela garganta.
Adicionalmente, em certas variantes, existe a via fecal-oral, na qual a infecção se dá pela ingestão de água e alimentos contaminados ou pelo contato direto com dejetos.
Diante desse cenário, a compreensão sobre os diferentes sorogrupos — como A, B, C, W e Y — é essencial para uma prevenção eficaz. Estar atento ao calendário vacinal e identificar precocemente os sintomas é, portanto, a estratégia mais segura para evitar que novos casos apareçam.
Adolescente com meningite viral
Nesta semana, um caso de meningite ligado a um estudante de uma escola particular no Farol, em Maceió, chamou a atenção do público. A instituição de ensino destacou que os pais foram comunicados e todas as providências cabíveis foram imediatamente adotadas, com orientação de um médico infectologista, e todos os protocolos das autoridades de saúde estão sendo seguidos.
Na última tarde, a SMS revelou que o menino teve diagnóstico positivo para meningite viral, com o descarte para a bacteriana. "Após investigação clínica e laboratorial, o caso foi confirmado como meningite viral, que possui evolução, formas de transmissão e manejo distintos da meningite bacteriana", informou em nota à imprensa.
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