Saúde

Mieloma múltiplo: o que é o câncer que causou morte de Cristiana Lôbo

Metrópoles | 11/11/21 - 20h48
Reprodução

A jornalista da GloboNews Cristiana Lôbo morreu nesta quinta-feira (11/11), aos 64 anos, vítima de mieloma múltiplo, um tipo de câncer que afeta as células produzidas pela medula óssea responsáveis por gerar anticorpos, aumentando o risco de infecções e, consequentemente, tornando os pacientes mais frágeis.

O mieloma é mais comum em idosos e não tem uma causa específica definida. A doença parece ocorrer devido a alterações genéticas que afetam o funcionamento das células da medula óssea. Apesar de não ter cura, o mieloma múltiplo tem tratamento, que pode estabilizar a doença, aliviar os sintomas e melhorar a qualidade de vida dos pacientes. Na fase inicial, a doença não provoca sintomas. Quando a doença avança, ela pode se manifestar com:

  • Cansaço excessivo;
  • Fraqueza;
  • Sonolência;
  • Momentos de confusão;
  • Marcas roxas na pele;
  • Diminuição da força e da sensibilidade dos dedos dos pés e das mãos;
  • Aumento dos níveis de cálcio no sangue;
  • Dor nos ossos, principalmente quadril e costelas;
  • Fraturas frequentes;
  • Alteração da sensibilidade, principalmente nas mãos e nos pés;
  • Dificuldade em movimentar as mãos ou os pés.

Também podem surgir alterações no funcionamento dos rins e nos exames de sangue, como aumento de cálcio e diminuição da quantidade de células do sangue, aumentando o risco de anemia.

Diagnóstico - O diagnóstico do mieloma múltiplo é feito com o exame do tipo hemograma, no qual são observadas alteração na quantidade e características dos linfócitos. Também pode ser indicada a realização da eletroforese de proteínas para identificar a presença da proteína M, cuja concentração está normalmente alterada nessa situação.

A confirmação do diagnóstico é feita com a biópsia da medula óssea. Assim, é possível avaliar o funcionamento da medula óssea e as características das células produzidas. Em alguns casos, pode ser também recomendada a realização de alguns exames de imagem, como radiografia, tomografia computadorizada, PET scan e ressonância magnética para avaliar alterações ósseas.

Tratamento - O tratamento indicado pelo médico hematologista depende do estado do câncer. Na fase inicial, quando não existem sintomas, pode não ser necessário qualquer tipo de tratamento, sendo apenas indicado fazer uma vigilância regular do câncer. Nestes casos, o médico pode ainda recomendar retirar uma pequena quantidade de medula óssea da própria pessoa, para ser usada mais tarde, quando surgirem os sintomas.

Quando a doença está em estágio mais avançado, o hematologista pode indicar o uso de remédios analgésicos para o alívio das dores e remédios como bifosfonatos, bortezomibe, lenalidomida, e dexametasona, geralmente associados a quimioterapia. Em alguns casos, são recomendados ciclos de radioterapia ou transplante de medula óssea para repor as células que foram destruídas.