Milionários estão pagando até R$ 1,8 milhão para sair do Oriente Médio após ataques do Irã

Publicado em 02/03/2026, às 23h55
Foto: Reprodução/X
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Por Extra Online

Milionários estão pagando até US$ 350 mil para deixar o Oriente Médio em jatos particulares, em meio a ataques de mísseis iranianos na região, especialmente após os recentes bombardeios dos EUA e Israel ao Irã.

Executivos de empresas financeiras e turistas ricos estão buscando rotas de fuga, principalmente através da Arábia Saudita, já que os aeroportos dos Emirados Árabes Unidos estão fechados devido à escalada de violência.

Enquanto a vida em Riad permanece relativamente normal, com algumas empresas adotando trabalho remoto, os ataques iranianos têm gerado preocupação e a demanda por serviços de segurança privada aumentou significativamente entre aqueles que desejam deixar a região.

Resumo gerado por IA

Milionários estão pagando até US$ 350 mil (R$ 1,8 milhão) para fugir do Oriente Médio em jatos particulares, enquanto mísseis disparados pelo Irã continuam a atingir a região.

Superricos que vivem especialmente em Dubai e Abu Dhabi (Emirados Árabes Unidos - EAU) têm contatado empresas de segurança privada em busca de uma rota de fuga desde que os EUA e Israel atacaram o Irã em ataques coordenados no fim de semana, informou o site "Semafor", especializado em inteligência e economia.

A rota de fuga aponta para uma jornada de SUV com equipe de segurança até a Arábia Saudita, onde eles podem fretar aviões particulares para a Europa. Os aeroportos dos EAU estão fechados.

"A Arábia Saudita é a única opção real para quem quer sair da região agora", disse Ameerh Naran, diretor executivo da corretora de jatos particulares Vimana Private.

A vida em Riad (a capital saudita) continua praticamente normal, mesmo com outras cidades da região sendo bombardeadas por foguetes e drones iranianos. Embora algumas escolas para expatriados tenham adotado aulas online, e empresas, incluindo o Fundo de Investimento Público (PIF), tenham recomendado que pelo menos alguns funcionários trabalhassem de casa, muitas continuaram suas atividades normalmente.

Entre aqueles que tentam escapar estão altos executivos de empresas financeiras globais e turistas abastados.

"Fomos procurados por uma variedade de clientes, incluindo famílias, indivíduos e empresas que desejam sair da região, seja por medo pela sua segurança ou por motivos comerciais, simplesmente porque precisam poder viajar", ​​disse Ian McCaul, da empresa de segurança britânica Alma Risk.

Dubai — que se tornou um polo de empresários, empreendedores e influenciadores estrangeiros ultrarricos nos últimos anos — está entre as áreas do Golfo atingidas após o Irã lançar seus ataques retaliatórios no sábado (28/2). Outros alvos foram Abu Dhabi, Israel, Catar, Kuwait, Bahrein, Omã, Arábia Saudita e Iraque.

Imagens mostraram o luxuoso hotel Fairmont The Palm, em Dubai, em chamas após as forças dos EAU interceptarem um ataque aéreo iraniano. Detritos do ataque interceptado teriam caído perto da entrada do hotel de luxo, de acordo com a versão do governo local.

Enquanto isso, dezenas de influenciadores inundavam as redes sociais com vídeos e fotos dos rastros de fumaça deixados pelos mísseis no horizonte de Dubai.

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