Mortes misteriosas de cabras em Craíbas, Alagoas, geraram preocupação entre moradores, com relatos de violência nos corpos dos animais, levando a especulações sobre a lenda do 'chupa-cabra'. O caso, que já possui um vídeo documentando os eventos, destaca a insegurança na criação de pequenos rebanhos na região.
A Polícia Civil de Alagoas iniciou uma investigação, ouvindo testemunhas e coletando imagens de segurança, após relatos de ataques a rebanhos que começaram em março. O delegado Manoel Acácio Júnior indicou que não há evidências de ação humana até o momento, sugerindo que os ataques podem ser atribuídos a animais selvagens, possivelmente cães.
Caso se confirme a participação humana, um inquérito será aberto, mas a polícia ainda não chegou a uma conclusão definitiva sobre a causa das mortes. A situação continua a ser monitorada enquanto as investigações prosseguem.
Moradores e donos de pequenos rebanhos de animais se espantaram nesta semana com as mortes de algumas ovelhas, cabras e galinhas no município de Craíbas, Agreste de Alagoas, e classificam o caso como misterioso. O TNH1 teve acesso a um vídeo nesta quarta-feira, 08, que mostra os corpos dos bichos estirados no chão e alguns deles dilacerados.
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Nas imagens, os animais aparecem com sangue. Um deles com a parte traseira despedaçada, o que indica ter sido retirada com grande violência. A pessoa que narra o vídeo atribui o caso ao “chupa-cabra”, uma lenda urbana famosa que surgiu em Porto Rico no ano de 1995, conhecido por atacar animais de produção, como cabras e galinhas, e supostamente sugar seu sangue.
“Chupa-cabra tá com a peste, eita meu pai amado. Pegaram dois e agora pegaram três. Desta vez, matou dois e levou uma”, diz o homem no vídeo. Confira abaixo:
Em outro vídeo, um avicultor denuncia um ataque às galinhas dele, mas a tela de proteção, segundo o denunciante, estava intacta. O ataque também vitimou alguns pintinhos. Veja:
A Polícia Civil de Alagoas, por meio da Delegacia de Craíbas, está investigando o caso e moradores, donos de rebanhos e testemunhas já estão sendo ouvidos, além da coleta de imagens de segurança. Segundo disse ao TNH1 o delegado Manoel Acácio Júnior, não há indícios de que seja, de fato, um ato humano. “A investigação começou no final de março, já de outro caso, mas também estamos cientes deste”.
O delegado explicou que, se for comprovada participação de alguma pessoa, será aberto um inquérito contra o suspeito. No entanto, a polícia acredita que se trata de um ataque feito por animais, provavelmente por cachorros. Ainda não há uma conclusão para a investigação.
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